Que grande chance temos...
Que grande chance temos de mostrar que vivemos em um país hospitaleiro, organizado, não corrupto, solidário e pronto para receber o mundo.
Nossa geração será a responsável pelo divisor de águas de um país que sempre esteve no quase. Essa é a chance de mostrar que o Brasil quer deixar o quase, quer ser reconhecido pela qualidade e pelo trabalho do seu povo.
Não quero neste post levantar as questões necessárias para a realização da Copa, porém esse evento pode ser o marco para que a Lei de Gérson para de imperar em nosso país, que seja bom para todos os brasileiros, mesmo que seja no orgulho em receber o mundo daqui a sete anos.
Muito trabalho e responsabilidade pela frente!
Destinado a análise da administração no esporte. Seus acertos e seus erros. Traça comparativos e mostra soluções. Visa o debate de idéias.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Pontos corridos ou mata-mata?
A eterna polêmica do futebol brasileiro está voltando a tona este ano. Afinal qual será a melhor forma de disputa do principal campeonato nacional?
Ambas as fórmulas tem os seus pontos positivos e negativos, vamos a eles:
Pontos corridos:
- Fórmula mais justa;
- Possibilita maior plaejamento;
- Deixa o campeonato interessante durante toda a sua duração;
- Possibilita venda de pacotes e ingressos promocionais;
- Assegura atividade durante todo o ano nas séries A e B;
- Há a emoção ao torcedor nas várias disputas que ocorre: Título, Libertadores, Sul-Americana, Rebaixamento;
- É mais transparente, pois todos os times tem o mesmo número de jogos, coisa que não acontecia na fórmula anterior;
- É a fórmula mais adotada no mundo. Todos os paises europeus a adotam, inclusive Argentina na América do Sul.
- Para torcedores que querem final há os seguintes torneios que tem final: Campeonato estadual, copa do brasil, libertadores, sul-americana, copa do mundo, mundial interclubes, copa américa. Ou seja o único campeonato que não tem final é o campeonato brasileiro.
Mata-Mata
- Há um maior interesse nas últimas 6 partidas no ano;
- Audiência grande na parte final do campeonato;
- Envolve mais times na disputa do título (Santos 8o. lugar na fase de classificação de 2002, acabou campeão);
- Imita formato das ligas norte americanas de beisebol, futebol americano e basquete;
- Semelhante ao formato do México;
- Se adequa melhor a cultura do povo brasileiro;
- É a preferida da Globo;
Na minha opinião não há dúvidas que se queremos um futebol brasileiro competitivo, com investimentos e com médias cada vez maiores de público, necessitamos continuar com a fórmula de pontos corridos. Ela permite planejamento por parte dos clubes, torna o campeonato rentável, não somente para a Tv e sim para os clubes também, privilegia os melhores e os que tem o melhor planejamento.
Como consta, há muitos campeonatos com finais para o torcedor brasileiro, acredito que valha a pena continuar a investir no formato atual, que valoriza inclusive a Série B que está muito competitiva.
As médias de público são as maiores, há muita emoção com a possibilidade de rebaixamento do Corinthians, e a briga pela libertadores, incluindo inclusive o Flamengo.
A constante ameaça de mudar as regras do jogo, mostram que pessoas como Fernando Carvalho não estão preparadas para comandar e influenciar em decisões do nosso futebol, pois agem como torcedores, impulsivos e apaixonados, quando deveriam estar cuidando da sobrevivência de nossos clubes, que por muitas décadas agonizam e se afundam em dívidas.
Falta responsabilidade e peito para enfrentar interesses televisivos. Os clubes que são o espetáculo, e para que esse espetáculo seja de alto nível, é preciso que os clubes fiquem fortes e consigam contratar jogadores bons. Isso atualmente não aocntece, obviamente isso não é culpa dos pontos corridos.
Ambas as fórmulas tem os seus pontos positivos e negativos, vamos a eles:
Pontos corridos:
- Fórmula mais justa;
- Possibilita maior plaejamento;
- Deixa o campeonato interessante durante toda a sua duração;
- Possibilita venda de pacotes e ingressos promocionais;
- Assegura atividade durante todo o ano nas séries A e B;
- Há a emoção ao torcedor nas várias disputas que ocorre: Título, Libertadores, Sul-Americana, Rebaixamento;
- É mais transparente, pois todos os times tem o mesmo número de jogos, coisa que não acontecia na fórmula anterior;
- É a fórmula mais adotada no mundo. Todos os paises europeus a adotam, inclusive Argentina na América do Sul.
- Para torcedores que querem final há os seguintes torneios que tem final: Campeonato estadual, copa do brasil, libertadores, sul-americana, copa do mundo, mundial interclubes, copa américa. Ou seja o único campeonato que não tem final é o campeonato brasileiro.
Mata-Mata
- Há um maior interesse nas últimas 6 partidas no ano;
- Audiência grande na parte final do campeonato;
- Envolve mais times na disputa do título (Santos 8o. lugar na fase de classificação de 2002, acabou campeão);
- Imita formato das ligas norte americanas de beisebol, futebol americano e basquete;
- Semelhante ao formato do México;
- Se adequa melhor a cultura do povo brasileiro;
- É a preferida da Globo;
Na minha opinião não há dúvidas que se queremos um futebol brasileiro competitivo, com investimentos e com médias cada vez maiores de público, necessitamos continuar com a fórmula de pontos corridos. Ela permite planejamento por parte dos clubes, torna o campeonato rentável, não somente para a Tv e sim para os clubes também, privilegia os melhores e os que tem o melhor planejamento.
Como consta, há muitos campeonatos com finais para o torcedor brasileiro, acredito que valha a pena continuar a investir no formato atual, que valoriza inclusive a Série B que está muito competitiva.
As médias de público são as maiores, há muita emoção com a possibilidade de rebaixamento do Corinthians, e a briga pela libertadores, incluindo inclusive o Flamengo.
A constante ameaça de mudar as regras do jogo, mostram que pessoas como Fernando Carvalho não estão preparadas para comandar e influenciar em decisões do nosso futebol, pois agem como torcedores, impulsivos e apaixonados, quando deveriam estar cuidando da sobrevivência de nossos clubes, que por muitas décadas agonizam e se afundam em dívidas.
Falta responsabilidade e peito para enfrentar interesses televisivos. Os clubes que são o espetáculo, e para que esse espetáculo seja de alto nível, é preciso que os clubes fiquem fortes e consigam contratar jogadores bons. Isso atualmente não aocntece, obviamente isso não é culpa dos pontos corridos.
domingo, 30 de setembro de 2007
Atlético apresenta projeto para a Copa

Nesse sábado o Atlético Paranaense apresentou o seu estádio para a Copa do Mundo de 2014.
Com um evento para a imprensa, o clube mostrou o seu projeto de término e reforma da atual estrutura, visando a Copa e também ao término do projeto que começou em 1997.
O projeto está orçado em US$ 30 milhões e não foi definido como o Atlético conseguirá dinheiro para a obra. Segundo o seu presidente, atualmente o Atlético não dispõem dessa quantia.
O estádio foi projetado para 41 mil lugares e será moderno e pronto para receber a Copa.
Dentro de todos os projetos para a Copa, a Baixada continua sendo o mais viável. Está situado numa cidade com um crescimento alto de renda, com indicadores sociais compatíveis com a modernidade do estádio. A capacidade do estádio também vai atender bem a demanda após a Copa.
Outros projetos estão com problemas nas questões de manutenção das estruturas após a Copa, seja nos custos de constução, ou como no seu aproveitamento depois de terminada a competição.
Um caso tipico é do novo estádio do Botafogo, o Engenhão. Pelo custo do estádio, o valor de aluguel que o Botafogo paga, seriam necessários alguns milhares de anos para que o projeto se pagasse com esse aluguel. Ou seja, um projeto que se fosse feito pela iniciativa privada, nunca na realidade seria feito, pois não traz nenhum retorno. O problema que esse estádio foi construído com o nosso dinheiro, dinheiro que foi pago através dos nossos impostos e investido nesse estádio, que foi repassado ao Botafogo (entidade privada). Eu como brasileiro sou totalente contra a esse repasse.
Para a Copa, prcisamos ficar muito atentos para esse mau uso do dinheiro público.
Para o financiamento desses inúmeros projetos, é necessário financiamento privado para essas contruções, um grande desafio pela frente.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Capacidade de esconder erros marca cidades candidatas à Copa
Capacidade de esconder erros marca cidades candidatas à Copa
Leandro Canônico
Em São Paulo
Durante a visita da comitiva da Fifa ao Brasil na semana passada, 18 cidades apresentaram candidatura à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no país (13 mostraram um vídeo no Rio de Janeiro e outras cinco foram vistoriadas in loco). Independentemente das diferenças, todas mostraram uma característica em comum: enorme habilidade em esconder os seus problemas estruturais.
Maior cidade do país, São Paulo foi a "campeã". Com mais organização, criou um itinerário que evitou colocar os inspetores em meio ao caótico trânsito. E mais: mostrou um vídeo institucional exaltando sua capacidade econômica e estrutural. No meio da apresentação, porém, uma frase chamou a atenção: "São Paulo, uma cidade saudável para viver" - tem os maiores índices de poluição.
Ao término da demonstração da capital paulista, dois inspetores da Fifa tiveram reações positivas. O mexicano Jaime Byrom e o português Jorge Batista trocaram gestos de satisfação, o que raramente aconteceu durante a visita. Isso porque eles estavam proibidos de passar qualquer impressão à imprensa ou aos envolvidos.
A cidade de São Paulo não foi a única a conseguir esconder seus problemas estruturais com maestria. As capitais nordestinas que apresentaram seus projetos no Rio de Janeiro, por exemplo, também evitaram falar dos problemas com a pobreza e valorizaram o forte turismo da região.
Como todas as cidades candidatas tinham um enorme staff de políticos envolvidos, a capacidade de promessa das postulantes à sede aumentou consideravelmente. Sempre que questionados sobre quais os empecilhos do local em relação à Copa do Mundo, um governador, um deputado, um vereador respondia com discursos tradicionais de campanhas eleitorais e apontando o que está sendo feito no local.
"A comitiva da Fifa deve ter ouvido de todas as cidades que apresentaram até aqui os seus projetos os possíveis investimentos, o que eles pretendem fazer. Mas aqui em Brasília já estamos fazendo. E agora com essa lei que despachei já estamos pensando em preparar a criança de agora, que será adolescente em 2014, para ser voluntária", discursou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
A realidade das cidades, porém, é outra. A maioria delas tem obras estruturais enormes para realizar assim que a Copa do Mundo for confirmada no Brasil (a decisão da Fifa ocorre no dia 30 de outubro, na Suíça). Nenhum estádio está totalmente pronto. Todos, sem exceção, precisarão de ajustes.
E o mais curioso: dos projetos apresentados, há uma diferença muito grande de valores a serem investidos nos estádios quando o dinheiro é privado e quando é público. Florianópolis, por exemplo, tem uma estimativa de R$ 150 milhões para o novo Orlando Scarpelli, só com iniciativa privada. Já a revitalização do Vivaldão, em Manaus, que será bancada pelo governo, tem orçamento de R$ 400 milhões.
As candidatas à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no Brasil foram: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Rio Branco, Florianópolis, Curitiba, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Maceió, Natal, Salvador, Recife/Olinda e Fortaleza.
Leandro Canônico
Em São Paulo
Durante a visita da comitiva da Fifa ao Brasil na semana passada, 18 cidades apresentaram candidatura à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no país (13 mostraram um vídeo no Rio de Janeiro e outras cinco foram vistoriadas in loco). Independentemente das diferenças, todas mostraram uma característica em comum: enorme habilidade em esconder os seus problemas estruturais.
Maior cidade do país, São Paulo foi a "campeã". Com mais organização, criou um itinerário que evitou colocar os inspetores em meio ao caótico trânsito. E mais: mostrou um vídeo institucional exaltando sua capacidade econômica e estrutural. No meio da apresentação, porém, uma frase chamou a atenção: "São Paulo, uma cidade saudável para viver" - tem os maiores índices de poluição.
Ao término da demonstração da capital paulista, dois inspetores da Fifa tiveram reações positivas. O mexicano Jaime Byrom e o português Jorge Batista trocaram gestos de satisfação, o que raramente aconteceu durante a visita. Isso porque eles estavam proibidos de passar qualquer impressão à imprensa ou aos envolvidos.
A cidade de São Paulo não foi a única a conseguir esconder seus problemas estruturais com maestria. As capitais nordestinas que apresentaram seus projetos no Rio de Janeiro, por exemplo, também evitaram falar dos problemas com a pobreza e valorizaram o forte turismo da região.
Como todas as cidades candidatas tinham um enorme staff de políticos envolvidos, a capacidade de promessa das postulantes à sede aumentou consideravelmente. Sempre que questionados sobre quais os empecilhos do local em relação à Copa do Mundo, um governador, um deputado, um vereador respondia com discursos tradicionais de campanhas eleitorais e apontando o que está sendo feito no local.
"A comitiva da Fifa deve ter ouvido de todas as cidades que apresentaram até aqui os seus projetos os possíveis investimentos, o que eles pretendem fazer. Mas aqui em Brasília já estamos fazendo. E agora com essa lei que despachei já estamos pensando em preparar a criança de agora, que será adolescente em 2014, para ser voluntária", discursou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
A realidade das cidades, porém, é outra. A maioria delas tem obras estruturais enormes para realizar assim que a Copa do Mundo for confirmada no Brasil (a decisão da Fifa ocorre no dia 30 de outubro, na Suíça). Nenhum estádio está totalmente pronto. Todos, sem exceção, precisarão de ajustes.
E o mais curioso: dos projetos apresentados, há uma diferença muito grande de valores a serem investidos nos estádios quando o dinheiro é privado e quando é público. Florianópolis, por exemplo, tem uma estimativa de R$ 150 milhões para o novo Orlando Scarpelli, só com iniciativa privada. Já a revitalização do Vivaldão, em Manaus, que será bancada pelo governo, tem orçamento de R$ 400 milhões.
As candidatas à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no Brasil foram: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Rio Branco, Florianópolis, Curitiba, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Maceió, Natal, Salvador, Recife/Olinda e Fortaleza.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Irregularidades em obras do Pan geram prejuízos de mais de R$ 7 milhões
Segue texto do site Contas Abertas
O Tribunal de Contas da União (TCU) bem que alertou durante três anos sobre os riscos de irregularidades no andamento das obras dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Agora, só resta lamentar. Um relatório elaborado por uma equipe de fiscalização do tribunal averiguou convênios e contratos relativos às instalações temporárias dos jogos, conhecidos por “overlays”. O TCU determinou, por medida cautelar, ao Ministério do Esporte e ao governo do Rio de Janeiro a suspensão imediata de pagamentos a empresas contratadas para obras de infra-estrutura do evento, até que se regularize a situação. A medida decorreu da constatação de graves irregularidades e improbidades na execução dos contratos. O prejuízo calculado inicialmente é de R$ 7,2 milhões.
As instalações temporárias (overlays) foram contempladas em dois contratos. Um de número ME 001/2007, firmado entre a União, por meio do Ministério do Esporte, e a empresa FAST Engenharia e Montagens, no valor de R$ 55,5 milhões. E o outro de número ME 080/2007, celebrado entre a União, também por intermédio da Pasta do Esporte, e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, no montante de R$ 21,5 milhões. Os técnicos apuraram que houve fornecimento de bens e serviços em quantidades diferentes, alteração indevida do contrato, inconsistência nos preços, além de falhas na fiscalização, que dificultaram o controle dos produtos e serviços efetivamente fornecidos.
Por esses motivos o plenário do TCU aceitou a medida emergencial apresentada pelo ministro Vinicios Vilaça, relator do documento, de bloquear os pagamentos que ainda restam nos contratos analisados. Somente na vila pan-americana, por exemplo, a equipe descobriu a inexistência de 244 aparelhos de ar-condicionado, decorrentes dos 1.033 contratados e dos 789 entregues. Desse número, 389 não se encontravam nem instalados, e sim armazenados em subsolos de dois blocos, embalados da forma como deixaram a fábrica. Esta “falha”, caso fosse paga, representaria dano ao erário de R$ 884,7 mil.
Ainda na vila, de acordo com o documento, 60 unidades de painéis em lona reservados para o local, que custaram quase R$ 600 mil, não foram instalados. Outros painéis de programação visual da área do palco coberto da vila, fornecidos e colocados pela empresa contratada à custa dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU), estiveram inteiramente encobertos por painéis da Petrobras durante todo o período de realização dos jogos.
No Complexo Esportivo de Deodoro, onde ocorreram as provas de hipismo, hóquei sobre grama, pentatlo moderno e tiro, também foi constatado problema com o número de ar-condicionados. Segundo os técnicos do TCU, 180 unidades não foram entregues, resultante da diferença entre as 344 compradas e os 164 aparelhos entregues e instalados. Ainda para o complexo e para a arena de vôlei na praia de Copacabana, foram adquiridos quase 20 mil assentos plásticos destinados às arquibancadas. No entanto, mais de sete mil não chegaram nem a ser fornecidos e montados. A conta do prejuízo aos cofres públicos? R$ 4,1 milhões.
A disparidade de preços entre os produtos comprados para os jogos também impressionou os auditores do TCU. Foram descobertos vários casos intrigantes. Painéis com impressão digital, por exemplo, foram adquiridos por dois preços com diferença de mais de 900%. Um custou R$ 2,6 mil o m² e o outro, R$ 264,13. Uma distorção de cerca de R$ 2,2 mil.
Ainda segundo o contrato analisado pelo TCU, firmado entre a União e a empresa Fast por meio de concorrência pública, foram pagos R$ 117,6 mil para uma tenda aberta. Um outro objeto, praticamente idêntico, só que com maior dimensão, custou R$ 24 mil a unidade. A equipe do tribunal tomou um susto, pois o preço do objeto de menor tamanho correspondeu a R$ 156,00 por m², enquanto o do outro item, de maior proporção, custou R$ 15,00 o m². Uma diferença de R$ 141,00.
Outro caso que chamou a atenção do TCU foi a instalação de tablado de madeira. A previsão era de que 12,8 mil m² receberiam o material. Porém, foram instalados apenas 10,6 mil m², conforme a medição feita pela equipe do TCU. Resultado, prejuízo de R$ 647,4 mil. Os técnicos verificaram também todos os gastos referentes a placas de merchandising, que em conjunto custaram R$ 812,3 mil, e constataram que “não se tem notícia da correspondente contraprestação financeira de terceiros em prol do Tesouro Nacional”.
E não acaba por aí. Até britas e asfalto em ruas não foram instalados como previa o contrato. Os serviços não executados ainda estão pendurados na conta. No entanto, caso o pagamento não seja suspenso, os trabalhos irão custar R$ 921,2 mil aos cofres públicos. O relatório critica ainda a forma como o Ministério do Esporte tratou da fiscalização das obras. Segundo o documento, o órgão designou apenas um servidor para o desempenho da missão que, para a equipe do TCU, deveria dispor de mais profissionais, pois o “trabalho foi muito abrangente, envolvendo vários locais no município do Rio de Janeiro, além de centenas de itens de serviços e milhares de quantidades correspondentes para serem vistoriados”.
A assessoria do Ministério do Esporte informou que o órgão adotou o acórdão do TCU assim que foi comunidado do fato. Além disso, afirmou que o próprio ministério havia suspendido o pagamento de parcelas referentes à obras e materiais do Pan a algumas empresas, antes mesmo da decisão do tribunal, pois, segundo a assessoria, percebeu que alguns prazos não haviam sido cumpridos. A decisão do TCU, de acordo com a assessoria, só reforçou a ação anteriormente adotada pelo ministério. No entanto, a assessoria preferiu não revelar de quem foi a responsabilidade pelos problemas apontados no relatório do tribunal.
O TCU convocará os agentes públicos responsáveis para que, no prazo de 15 dias, apresentem informações e esclarecimentos sobre as irregularidades. Vale lembrar ainda que restam muitos itens para serem analisados pelos auditores do tribunal. Somente os objetos já vistoriados que, aparentemente, deixaram de ser fornecidos no âmbito do contrato ME nº 001/2007, equivalem a um total de R$ 7,2 milhões, montante superior ao saldo que falta pagar à empresa contratada, que é de R$ 5,5 milhões. De acordo com o documento do TCU, tal fato justifica a suspensão total dos pagamentos restantes. Já no convênio firmado com o Estado do Rio de Janeiro também foram verificadas várias irregularidades. No entanto, os técnicos ainda não calcularam os valores do prejuízo aos cofres públicos. Só resta aguardar e torcer.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
O Tribunal de Contas da União (TCU) bem que alertou durante três anos sobre os riscos de irregularidades no andamento das obras dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Agora, só resta lamentar. Um relatório elaborado por uma equipe de fiscalização do tribunal averiguou convênios e contratos relativos às instalações temporárias dos jogos, conhecidos por “overlays”. O TCU determinou, por medida cautelar, ao Ministério do Esporte e ao governo do Rio de Janeiro a suspensão imediata de pagamentos a empresas contratadas para obras de infra-estrutura do evento, até que se regularize a situação. A medida decorreu da constatação de graves irregularidades e improbidades na execução dos contratos. O prejuízo calculado inicialmente é de R$ 7,2 milhões.
As instalações temporárias (overlays) foram contempladas em dois contratos. Um de número ME 001/2007, firmado entre a União, por meio do Ministério do Esporte, e a empresa FAST Engenharia e Montagens, no valor de R$ 55,5 milhões. E o outro de número ME 080/2007, celebrado entre a União, também por intermédio da Pasta do Esporte, e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, no montante de R$ 21,5 milhões. Os técnicos apuraram que houve fornecimento de bens e serviços em quantidades diferentes, alteração indevida do contrato, inconsistência nos preços, além de falhas na fiscalização, que dificultaram o controle dos produtos e serviços efetivamente fornecidos.
Por esses motivos o plenário do TCU aceitou a medida emergencial apresentada pelo ministro Vinicios Vilaça, relator do documento, de bloquear os pagamentos que ainda restam nos contratos analisados. Somente na vila pan-americana, por exemplo, a equipe descobriu a inexistência de 244 aparelhos de ar-condicionado, decorrentes dos 1.033 contratados e dos 789 entregues. Desse número, 389 não se encontravam nem instalados, e sim armazenados em subsolos de dois blocos, embalados da forma como deixaram a fábrica. Esta “falha”, caso fosse paga, representaria dano ao erário de R$ 884,7 mil.
Ainda na vila, de acordo com o documento, 60 unidades de painéis em lona reservados para o local, que custaram quase R$ 600 mil, não foram instalados. Outros painéis de programação visual da área do palco coberto da vila, fornecidos e colocados pela empresa contratada à custa dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU), estiveram inteiramente encobertos por painéis da Petrobras durante todo o período de realização dos jogos.
No Complexo Esportivo de Deodoro, onde ocorreram as provas de hipismo, hóquei sobre grama, pentatlo moderno e tiro, também foi constatado problema com o número de ar-condicionados. Segundo os técnicos do TCU, 180 unidades não foram entregues, resultante da diferença entre as 344 compradas e os 164 aparelhos entregues e instalados. Ainda para o complexo e para a arena de vôlei na praia de Copacabana, foram adquiridos quase 20 mil assentos plásticos destinados às arquibancadas. No entanto, mais de sete mil não chegaram nem a ser fornecidos e montados. A conta do prejuízo aos cofres públicos? R$ 4,1 milhões.
A disparidade de preços entre os produtos comprados para os jogos também impressionou os auditores do TCU. Foram descobertos vários casos intrigantes. Painéis com impressão digital, por exemplo, foram adquiridos por dois preços com diferença de mais de 900%. Um custou R$ 2,6 mil o m² e o outro, R$ 264,13. Uma distorção de cerca de R$ 2,2 mil.
Ainda segundo o contrato analisado pelo TCU, firmado entre a União e a empresa Fast por meio de concorrência pública, foram pagos R$ 117,6 mil para uma tenda aberta. Um outro objeto, praticamente idêntico, só que com maior dimensão, custou R$ 24 mil a unidade. A equipe do tribunal tomou um susto, pois o preço do objeto de menor tamanho correspondeu a R$ 156,00 por m², enquanto o do outro item, de maior proporção, custou R$ 15,00 o m². Uma diferença de R$ 141,00.
Outro caso que chamou a atenção do TCU foi a instalação de tablado de madeira. A previsão era de que 12,8 mil m² receberiam o material. Porém, foram instalados apenas 10,6 mil m², conforme a medição feita pela equipe do TCU. Resultado, prejuízo de R$ 647,4 mil. Os técnicos verificaram também todos os gastos referentes a placas de merchandising, que em conjunto custaram R$ 812,3 mil, e constataram que “não se tem notícia da correspondente contraprestação financeira de terceiros em prol do Tesouro Nacional”.
E não acaba por aí. Até britas e asfalto em ruas não foram instalados como previa o contrato. Os serviços não executados ainda estão pendurados na conta. No entanto, caso o pagamento não seja suspenso, os trabalhos irão custar R$ 921,2 mil aos cofres públicos. O relatório critica ainda a forma como o Ministério do Esporte tratou da fiscalização das obras. Segundo o documento, o órgão designou apenas um servidor para o desempenho da missão que, para a equipe do TCU, deveria dispor de mais profissionais, pois o “trabalho foi muito abrangente, envolvendo vários locais no município do Rio de Janeiro, além de centenas de itens de serviços e milhares de quantidades correspondentes para serem vistoriados”.
A assessoria do Ministério do Esporte informou que o órgão adotou o acórdão do TCU assim que foi comunidado do fato. Além disso, afirmou que o próprio ministério havia suspendido o pagamento de parcelas referentes à obras e materiais do Pan a algumas empresas, antes mesmo da decisão do tribunal, pois, segundo a assessoria, percebeu que alguns prazos não haviam sido cumpridos. A decisão do TCU, de acordo com a assessoria, só reforçou a ação anteriormente adotada pelo ministério. No entanto, a assessoria preferiu não revelar de quem foi a responsabilidade pelos problemas apontados no relatório do tribunal.
O TCU convocará os agentes públicos responsáveis para que, no prazo de 15 dias, apresentem informações e esclarecimentos sobre as irregularidades. Vale lembrar ainda que restam muitos itens para serem analisados pelos auditores do tribunal. Somente os objetos já vistoriados que, aparentemente, deixaram de ser fornecidos no âmbito do contrato ME nº 001/2007, equivalem a um total de R$ 7,2 milhões, montante superior ao saldo que falta pagar à empresa contratada, que é de R$ 5,5 milhões. De acordo com o documento do TCU, tal fato justifica a suspensão total dos pagamentos restantes. Já no convênio firmado com o Estado do Rio de Janeiro também foram verificadas várias irregularidades. No entanto, os técnicos ainda não calcularam os valores do prejuízo aos cofres públicos. Só resta aguardar e torcer.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Panamericano
Até agora tudo está indo bem, ou razoavelmente bem, no panamericano do Rio.
Apesar do superfaturamento, as arenas construídas não deram problemas e tudo ocorre num certo grau de normalidade nas competições.
Fatores externos como mau tempo prejudicaram um pouco as competições, porém sem maiores problemas.
Será que o pan do rio será um sucesso?
Só o tempo irá dizer se isso será um divisor de águas do esporte brasileiro, onde ele será mais valorizado e profissionalizado. Onde os atletas não tenham que treinar em pistas improvisadas, e que não recebam apenas um sãlário mínimo para viver.
Só o tempo irá dizer.
Obs.: O desabafo de Marta, pedindo socorro ao futebol feminino brasileiro, que até hoje não tem uma liga de clubes.
Apesar do superfaturamento, as arenas construídas não deram problemas e tudo ocorre num certo grau de normalidade nas competições.
Fatores externos como mau tempo prejudicaram um pouco as competições, porém sem maiores problemas.
Será que o pan do rio será um sucesso?
Só o tempo irá dizer se isso será um divisor de águas do esporte brasileiro, onde ele será mais valorizado e profissionalizado. Onde os atletas não tenham que treinar em pistas improvisadas, e que não recebam apenas um sãlário mínimo para viver.
Só o tempo irá dizer.
Obs.: O desabafo de Marta, pedindo socorro ao futebol feminino brasileiro, que até hoje não tem uma liga de clubes.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Será o fim do Maracanã?
Esta semana foi inaugurado o estádio mais moderno do Brasil, Estádio João Havelange, ou simplismente Engenhão.
Um teste de fogo para o primeiro evento no estádio. Fluminense e Botafogo disputaram a primeira partida oficial no estádio que abrigará as competições de atletismo e de futebol no Pan do Rio que começa em um pouco mais de 10 dias.
Problemas foram relatados, na entrada do estádio e nas filas para compra de alimentos no intervalo do jogo. Nada que não seja novidade no Brasil.
De resto o estádio impressionou o torcedor acostumado com tão pouco.
Perfeita visão do campo, instalações novas, metrô chegando na porta do estádio, e uma arquitetura muito bonita foram o cartão de visitas de um estádio que será símbolo da cidade do Rio de Janeiro.
Porém uma instalação de primeiro mundo em um país de terceiro sempre tem as suas curiosidades. Por exemplo, o clube que ganhar o direito de explorar o estádio não é obrigado a ceder o estádio para “qualquer” competição de atletismo. Apenas mundiais e olimpiadas. Como o Brasil não se candidatou para os mundiais da categoria e a chance de haver uma Olimpiada no Rio é remota, o estádio que seria o grande centro do atletismo, corre o risco de ser apenas mais um estádio de futebol.
Outra pergunta: e o Maracanã? O outrora maior estádio do mundo terá uma competição voraz pelos grandes jogos da capital fluminense.
Ao contrário do Engenhão, ninguém quer o Maracanã sozinho. É caro, é grande demais. Enquanto Flamengo, Botafogo e Fluminense querem o futuro, todos eles esquecem do passado, da história.
Mas quem irá ficar com o Engenhão? A disputa será difícil. Não pela qualidade dos competidores, claro.
Um teste de fogo para o primeiro evento no estádio. Fluminense e Botafogo disputaram a primeira partida oficial no estádio que abrigará as competições de atletismo e de futebol no Pan do Rio que começa em um pouco mais de 10 dias.
Problemas foram relatados, na entrada do estádio e nas filas para compra de alimentos no intervalo do jogo. Nada que não seja novidade no Brasil.
De resto o estádio impressionou o torcedor acostumado com tão pouco.
Perfeita visão do campo, instalações novas, metrô chegando na porta do estádio, e uma arquitetura muito bonita foram o cartão de visitas de um estádio que será símbolo da cidade do Rio de Janeiro.
Porém uma instalação de primeiro mundo em um país de terceiro sempre tem as suas curiosidades. Por exemplo, o clube que ganhar o direito de explorar o estádio não é obrigado a ceder o estádio para “qualquer” competição de atletismo. Apenas mundiais e olimpiadas. Como o Brasil não se candidatou para os mundiais da categoria e a chance de haver uma Olimpiada no Rio é remota, o estádio que seria o grande centro do atletismo, corre o risco de ser apenas mais um estádio de futebol.
Outra pergunta: e o Maracanã? O outrora maior estádio do mundo terá uma competição voraz pelos grandes jogos da capital fluminense.
Ao contrário do Engenhão, ninguém quer o Maracanã sozinho. É caro, é grande demais. Enquanto Flamengo, Botafogo e Fluminense querem o futuro, todos eles esquecem do passado, da história.
Mas quem irá ficar com o Engenhão? A disputa será difícil. Não pela qualidade dos competidores, claro.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Publicação de balanços
Nessa última semana estão sendo publicados os balanços dos principais clubes brasileiros. No Paraná foram divulgados os balanços dos três principais clubes do estado.
Atlético e Paraná apresentaram lucro no exercício de 2006, enquanto o Coritiba apresentou prejuízo.
A constância da publicação de balanços é um sinal de profissionalismo dos clubes, e atrativo para os patrocinadores e parceiros, pois pode-se medir como o clube anda, e dar uma idéia de rentabilidade em futuras parcerias.
Ainda há muito caminho a se seguir, porém já é um passo a mais. Falta as consultorias mais renomadas começarem a auditar esses balanços, e auditorias nas federações e na confederação brasileira.
O site da torcida do atlético divulgou uma matéria analisando o balanço publicado, isso mostra que a torcida não é somente preocupada com a formação do time, mas sim da situação do clube em geral. O link é: http://www.furacao.com/materia.php?cod=22544
Espero que as outras torcidas façam o mesmo, pois a cobrança popular tem de ser feita baseada em fatos mais concretos que apenas considerações levianas.
Atlético e Paraná apresentaram lucro no exercício de 2006, enquanto o Coritiba apresentou prejuízo.
A constância da publicação de balanços é um sinal de profissionalismo dos clubes, e atrativo para os patrocinadores e parceiros, pois pode-se medir como o clube anda, e dar uma idéia de rentabilidade em futuras parcerias.
Ainda há muito caminho a se seguir, porém já é um passo a mais. Falta as consultorias mais renomadas começarem a auditar esses balanços, e auditorias nas federações e na confederação brasileira.
O site da torcida do atlético divulgou uma matéria analisando o balanço publicado, isso mostra que a torcida não é somente preocupada com a formação do time, mas sim da situação do clube em geral. O link é: http://www.furacao.com/materia.php?cod=22544
Espero que as outras torcidas façam o mesmo, pois a cobrança popular tem de ser feita baseada em fatos mais concretos que apenas considerações levianas.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Palmeiras lança programa de sócio-eterno
O Palmeiras lançou o programa de sócios "Sociedade dos Eternos Palestrinos", que com uma quantia de R$ 8,5 mil, você se torna sócio eterno com direito vários benefícios.
Vamos esperar para ver qual é o resultado dessa ação, pois esse valor pode ser parcelado pelo sistema bancário.
Imagine se isso fosse feito para a construção de um estádio novo.
O clube faria o projeto e venderia uma cadeira eterna por um determinado valor nesse estádio.
Se o preço fosse R$ 25 mil e fossem vendidas 10 mil cadeiras, isso daria R$ 250 milhões para o clube. Um belo valor para começar a construção do estádio.
Esse valor não seria pago apenas por torcedores, mas também por empresas e por investidores, pois a cadeira posteriormente poderia ser vendida, alugada.
É rendimento certo, como uma loja no shopping.
Um grande abraço a todos os leitores do blog. Peço que façam sugestões e críticas do conteúdo e sugiram assuntos.
Link: http://blog.terra.com.br/blogdoboleiro/index.htm
Vamos esperar para ver qual é o resultado dessa ação, pois esse valor pode ser parcelado pelo sistema bancário.
Imagine se isso fosse feito para a construção de um estádio novo.
O clube faria o projeto e venderia uma cadeira eterna por um determinado valor nesse estádio.
Se o preço fosse R$ 25 mil e fossem vendidas 10 mil cadeiras, isso daria R$ 250 milhões para o clube. Um belo valor para começar a construção do estádio.
Esse valor não seria pago apenas por torcedores, mas também por empresas e por investidores, pois a cadeira posteriormente poderia ser vendida, alugada.
É rendimento certo, como uma loja no shopping.
Um grande abraço a todos os leitores do blog. Peço que façam sugestões e críticas do conteúdo e sugiram assuntos.
Link: http://blog.terra.com.br/blogdoboleiro/index.htm
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Mais duas indicações
São Paulo e Rio de Janeiro indicaram respectivamente Morumbi e Maracanã para sediar jogos da Copa de 2014.
Sem surpresas.
Sem surpresas.
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