segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Irregularidades em obras do Pan geram prejuízos de mais de R$ 7 milhões

Segue texto do site Contas Abertas

O Tribunal de Contas da União (TCU) bem que alertou durante três anos sobre os riscos de irregularidades no andamento das obras dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Agora, só resta lamentar. Um relatório elaborado por uma equipe de fiscalização do tribunal averiguou convênios e contratos relativos às instalações temporárias dos jogos, conhecidos por “overlays”. O TCU determinou, por medida cautelar, ao Ministério do Esporte e ao governo do Rio de Janeiro a suspensão imediata de pagamentos a empresas contratadas para obras de infra-estrutura do evento, até que se regularize a situação. A medida decorreu da constatação de graves irregularidades e improbidades na execução dos contratos. O prejuízo calculado inicialmente é de R$ 7,2 milhões.

As instalações temporárias (overlays) foram contempladas em dois contratos. Um de número ME 001/2007, firmado entre a União, por meio do Ministério do Esporte, e a empresa FAST Engenharia e Montagens, no valor de R$ 55,5 milhões. E o outro de número ME 080/2007, celebrado entre a União, também por intermédio da Pasta do Esporte, e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, no montante de R$ 21,5 milhões. Os técnicos apuraram que houve fornecimento de bens e serviços em quantidades diferentes, alteração indevida do contrato, inconsistência nos preços, além de falhas na fiscalização, que dificultaram o controle dos produtos e serviços efetivamente fornecidos.

Por esses motivos o plenário do TCU aceitou a medida emergencial apresentada pelo ministro Vinicios Vilaça, relator do documento, de bloquear os pagamentos que ainda restam nos contratos analisados. Somente na vila pan-americana, por exemplo, a equipe descobriu a inexistência de 244 aparelhos de ar-condicionado, decorrentes dos 1.033 contratados e dos 789 entregues. Desse número, 389 não se encontravam nem instalados, e sim armazenados em subsolos de dois blocos, embalados da forma como deixaram a fábrica. Esta “falha”, caso fosse paga, representaria dano ao erário de R$ 884,7 mil.

Ainda na vila, de acordo com o documento, 60 unidades de painéis em lona reservados para o local, que custaram quase R$ 600 mil, não foram instalados. Outros painéis de programação visual da área do palco coberto da vila, fornecidos e colocados pela empresa contratada à custa dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU), estiveram inteiramente encobertos por painéis da Petrobras durante todo o período de realização dos jogos.

No Complexo Esportivo de Deodoro, onde ocorreram as provas de hipismo, hóquei sobre grama, pentatlo moderno e tiro, também foi constatado problema com o número de ar-condicionados. Segundo os técnicos do TCU, 180 unidades não foram entregues, resultante da diferença entre as 344 compradas e os 164 aparelhos entregues e instalados. Ainda para o complexo e para a arena de vôlei na praia de Copacabana, foram adquiridos quase 20 mil assentos plásticos destinados às arquibancadas. No entanto, mais de sete mil não chegaram nem a ser fornecidos e montados. A conta do prejuízo aos cofres públicos? R$ 4,1 milhões.

A disparidade de preços entre os produtos comprados para os jogos também impressionou os auditores do TCU. Foram descobertos vários casos intrigantes. Painéis com impressão digital, por exemplo, foram adquiridos por dois preços com diferença de mais de 900%. Um custou R$ 2,6 mil o m² e o outro, R$ 264,13. Uma distorção de cerca de R$ 2,2 mil.

Ainda segundo o contrato analisado pelo TCU, firmado entre a União e a empresa Fast por meio de concorrência pública, foram pagos R$ 117,6 mil para uma tenda aberta. Um outro objeto, praticamente idêntico, só que com maior dimensão, custou R$ 24 mil a unidade. A equipe do tribunal tomou um susto, pois o preço do objeto de menor tamanho correspondeu a R$ 156,00 por m², enquanto o do outro item, de maior proporção, custou R$ 15,00 o m². Uma diferença de R$ 141,00.

Outro caso que chamou a atenção do TCU foi a instalação de tablado de madeira. A previsão era de que 12,8 mil m² receberiam o material. Porém, foram instalados apenas 10,6 mil m², conforme a medição feita pela equipe do TCU. Resultado, prejuízo de R$ 647,4 mil. Os técnicos verificaram também todos os gastos referentes a placas de merchandising, que em conjunto custaram R$ 812,3 mil, e constataram que “não se tem notícia da correspondente contraprestação financeira de terceiros em prol do Tesouro Nacional”.

E não acaba por aí. Até britas e asfalto em ruas não foram instalados como previa o contrato. Os serviços não executados ainda estão pendurados na conta. No entanto, caso o pagamento não seja suspenso, os trabalhos irão custar R$ 921,2 mil aos cofres públicos. O relatório critica ainda a forma como o Ministério do Esporte tratou da fiscalização das obras. Segundo o documento, o órgão designou apenas um servidor para o desempenho da missão que, para a equipe do TCU, deveria dispor de mais profissionais, pois o “trabalho foi muito abrangente, envolvendo vários locais no município do Rio de Janeiro, além de centenas de itens de serviços e milhares de quantidades correspondentes para serem vistoriados”.

A assessoria do Ministério do Esporte informou que o órgão adotou o acórdão do TCU assim que foi comunidado do fato. Além disso, afirmou que o próprio ministério havia suspendido o pagamento de parcelas referentes à obras e materiais do Pan a algumas empresas, antes mesmo da decisão do tribunal, pois, segundo a assessoria, percebeu que alguns prazos não haviam sido cumpridos. A decisão do TCU, de acordo com a assessoria, só reforçou a ação anteriormente adotada pelo ministério. No entanto, a assessoria preferiu não revelar de quem foi a responsabilidade pelos problemas apontados no relatório do tribunal.

O TCU convocará os agentes públicos responsáveis para que, no prazo de 15 dias, apresentem informações e esclarecimentos sobre as irregularidades. Vale lembrar ainda que restam muitos itens para serem analisados pelos auditores do tribunal. Somente os objetos já vistoriados que, aparentemente, deixaram de ser fornecidos no âmbito do contrato ME nº 001/2007, equivalem a um total de R$ 7,2 milhões, montante superior ao saldo que falta pagar à empresa contratada, que é de R$ 5,5 milhões. De acordo com o documento do TCU, tal fato justifica a suspensão total dos pagamentos restantes. Já no convênio firmado com o Estado do Rio de Janeiro também foram verificadas várias irregularidades. No entanto, os técnicos ainda não calcularam os valores do prejuízo aos cofres públicos. Só resta aguardar e torcer.

Leandro Kleber
Do Contas Abertas

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Panamericano

Até agora tudo está indo bem, ou razoavelmente bem, no panamericano do Rio.

Apesar do superfaturamento, as arenas construídas não deram problemas e tudo ocorre num certo grau de normalidade nas competições.

Fatores externos como mau tempo prejudicaram um pouco as competições, porém sem maiores problemas.

Será que o pan do rio será um sucesso?

Só o tempo irá dizer se isso será um divisor de águas do esporte brasileiro, onde ele será mais valorizado e profissionalizado. Onde os atletas não tenham que treinar em pistas improvisadas, e que não recebam apenas um sãlário mínimo para viver.

Só o tempo irá dizer.

Obs.: O desabafo de Marta, pedindo socorro ao futebol feminino brasileiro, que até hoje não tem uma liga de clubes.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Será o fim do Maracanã?

Esta semana foi inaugurado o estádio mais moderno do Brasil, Estádio João Havelange, ou simplismente Engenhão.

Um teste de fogo para o primeiro evento no estádio. Fluminense e Botafogo disputaram a primeira partida oficial no estádio que abrigará as competições de atletismo e de futebol no Pan do Rio que começa em um pouco mais de 10 dias.

Problemas foram relatados, na entrada do estádio e nas filas para compra de alimentos no intervalo do jogo. Nada que não seja novidade no Brasil.

De resto o estádio impressionou o torcedor acostumado com tão pouco.

Perfeita visão do campo, instalações novas, metrô chegando na porta do estádio, e uma arquitetura muito bonita foram o cartão de visitas de um estádio que será símbolo da cidade do Rio de Janeiro.

Porém uma instalação de primeiro mundo em um país de terceiro sempre tem as suas curiosidades. Por exemplo, o clube que ganhar o direito de explorar o estádio não é obrigado a ceder o estádio para “qualquer” competição de atletismo. Apenas mundiais e olimpiadas. Como o Brasil não se candidatou para os mundiais da categoria e a chance de haver uma Olimpiada no Rio é remota, o estádio que seria o grande centro do atletismo, corre o risco de ser apenas mais um estádio de futebol.

Outra pergunta: e o Maracanã? O outrora maior estádio do mundo terá uma competição voraz pelos grandes jogos da capital fluminense.

Ao contrário do Engenhão, ninguém quer o Maracanã sozinho. É caro, é grande demais. Enquanto Flamengo, Botafogo e Fluminense querem o futuro, todos eles esquecem do passado, da história.

Mas quem irá ficar com o Engenhão? A disputa será difícil. Não pela qualidade dos competidores, claro.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Publicação de balanços

Nessa última semana estão sendo publicados os balanços dos principais clubes brasileiros. No Paraná foram divulgados os balanços dos três principais clubes do estado.

Atlético e Paraná apresentaram lucro no exercício de 2006, enquanto o Coritiba apresentou prejuízo.

A constância da publicação de balanços é um sinal de profissionalismo dos clubes, e atrativo para os patrocinadores e parceiros, pois pode-se medir como o clube anda, e dar uma idéia de rentabilidade em futuras parcerias.

Ainda há muito caminho a se seguir, porém já é um passo a mais. Falta as consultorias mais renomadas começarem a auditar esses balanços, e auditorias nas federações e na confederação brasileira.

O site da torcida do atlético divulgou uma matéria analisando o balanço publicado, isso mostra que a torcida não é somente preocupada com a formação do time, mas sim da situação do clube em geral. O link é: http://www.furacao.com/materia.php?cod=22544

Espero que as outras torcidas façam o mesmo, pois a cobrança popular tem de ser feita baseada em fatos mais concretos que apenas considerações levianas.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Palmeiras lança programa de sócio-eterno

O Palmeiras lançou o programa de sócios "Sociedade dos Eternos Palestrinos", que com uma quantia de R$ 8,5 mil, você se torna sócio eterno com direito vários benefícios.

Vamos esperar para ver qual é o resultado dessa ação, pois esse valor pode ser parcelado pelo sistema bancário.

Imagine se isso fosse feito para a construção de um estádio novo.

O clube faria o projeto e venderia uma cadeira eterna por um determinado valor nesse estádio.

Se o preço fosse R$ 25 mil e fossem vendidas 10 mil cadeiras, isso daria R$ 250 milhões para o clube. Um belo valor para começar a construção do estádio.

Esse valor não seria pago apenas por torcedores, mas também por empresas e por investidores, pois a cadeira posteriormente poderia ser vendida, alugada.

É rendimento certo, como uma loja no shopping.

Um grande abraço a todos os leitores do blog. Peço que façam sugestões e críticas do conteúdo e sugiram assuntos.

Link: http://blog.terra.com.br/blogdoboleiro/index.htm

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Mais duas indicações

São Paulo e Rio de Janeiro indicaram respectivamente Morumbi e Maracanã para sediar jogos da Copa de 2014.

Sem surpresas.

Beira-Rio foi o indicado gaúcho



O Beira-Rio foi o estádio indicado para concorrer a ser uma sede da Copa de 2014, por parte do Rio Grande do Sul.

O projeto do estádio é bonito, e aproveita a estrutura já existente. Até agora não foi apresentado nenhum projeto de estádio novo para a Copa.

As pessoas que dirigem o esporte no Brasil realmente acreditam que os estádios que temos hoje estão preparados para receber uma Copa do Mundo?

O que chama mais a atenção no projeto do Beira Rio é o custo estimado da obra. R$ 55 milhões de reais.

Para se ter uma idéia, para se contruir um shopping de grande porte gasta-se mais de R$ 300 milhões de reais no projeto.

Realmente estou curioso para ver o custo total da obra. E mesmo com isso foi o escolhido para concorrer. Vejo um novo "Engenhão".

A seriedade tem que ser a tônica, dessa nova fase do esporte brasileiro. A Copa pode ser um grande marco para a definitiva profissionalização do esporte brasileiro, como também pode ser o maior fracasso esportivo de nosso país.

Pesquisarei para saber como será escolhido as sedes, pois se não for revisado o projeto do Beira-Rio, já teremos a primeira "brincadeira" da Copa.

Em Santa Catarina, ainda não foi escolhida a sede candidata. Estão no páreo o projeto do Figueirense (projeto de estádio novo para o mundial) e a Arena de Joinville. Resta esperar qual será a escolha dos catarinenses.

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Até agora a Copa 2014 está preocupante. Em SP foi escolhido o Morumbi como sede. Um estádio muito bonito, mas situado em uma região de dificil acesso e dispersão.

Os projetos são levianos com custos irreais, pois a única intenção é conquistar a opinião pública com reformas espetaculares a custos baixíssimos. Espero que logo isso seja desmentido, e que a realidade apareça.

terça-feira, 29 de maio de 2007

E a Arena é a indicada para a Copa 2014

O maior evento da história de nosso país, a ser sediado em 2014, já movimenta as entidades que lidam com o futebol no Brasil.

É a Copa do Mundo, que, se não ocorrer nenhuma reviravolta, será mesmo no Brasil.

No Paraná, havia uma grande briga para qual estádio seria a indicação de sede (não quer dizer que efetivamente o será, concorrerá com os demais estados). A Kyocera Arena foi a escolhida pelo governo do estado.

Concorreu com o projeto em conjunto da Federação Paranaense de Futebol, Coritiba e Paraná Clube, que desejavam contruir um estádio no lugar do atual Pinheirão.

Ambos os estádios são projetos, pois a Kyocera Arena ainda não está terminada, e atualmente não cumpre com os requisitos do caderno de encargos da FIFA. Porém o projeto atleticano demonstrou ser mais viável, não por que pretende-se fazer, pois não foi apresentado nada de como será terminado o estádio e nem valores, porém o que ajudou o estádio da baixada foi exatamente o seu concorrente.

O "Novo Pinheirão" estava orçado em mais de R$ 600 milhões contra R$ 50 milhões da reforma do Beira-Rio. Ao mesmo tempo que é dificil achar investidores dispostos a investir mais de meio milhão em um estádio de uma sede secundária no Brasil, é muita ingenuidade que o Inter necessite de apenas 50 milhões para adequar o Beira-Rio ao caderno de encargos da FIFA.

Assim será a tônica da Copa do Mundo no Brasil, cada um mentindo e escondendo dados para que consiga ser escolhida como sede, depois a situação se resolve. Igual ao panamericano do rio. Quanto já foi gasto no "Engenhão"?

A Kyocera é o estádio mais moderno do Brasil, mais ainda falta muito para que seja um estádio completo.

Em tempo, o presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, afirmou que não desistirá do novo estádio. Não é um sonho, é necessário que os clubes brasileiros reformem as suas praças, não apenas para a Copa, mas sim para a sua sobrevivência no cenário esportivo.

Há muito trabalho administrativo pela frente, é necessário muito planejamento para sediar a competição. E sem comparação com o Panamericano, que é uma competição marginal no calendário esportivo mundial, onde é enviada a quarta equipe americana para a disputa.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Internet é o 2º meio de consumir esporte

Oportunidades?

Segue na linha da minha análise sobre os sites de diferentes associações esportivas do mundo.

Em breve.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Jogos Eletrônicos e o Esporte

Não é de hoje que a indústria dos jogos eletônicos utilizam os esportes como inspiração na criação de games. Desde o boxe do Atari até hoje, foram criados milhares de jogos da maioria dos esportes.

Com o avanço da indústria, o que era apenas diversão está se tornando um importante canal de marketing, recebendo altas quantias de investimento.

No Brasil, apenas o futebol se benificia diretamente dessa indústria. Vale uma ressalva sobre o tênis, que na época do Guga, fazia sucesso por aqui.

No campo do futebol dois jogos atraem os maiores patrocinadores. Fifa 2007, da Eletronic Arts e Pro Evolution Soccer 2007 (Winning Eleven), da Konami.


O primeiro se benificia de ser o único jogo licenciado pela Fifa, e o que possui o maior número de licenças de ligas, principalmente européias. É criticado pelo jogo em si, fator importante para os jogadores.

O PES, de acordo a opinião generalizada, oferece a melhor jogabilidade, porém não explora como o rival as oportunidades de negócio do jogo, assim é um pouco menos comercial.

Os clubes brasileiros, como em muitos outros mercados, não consegue explorar em sua magnitude as oportunidades desse mercado.

São poucas as versões que incluem clubes brasileiros, e não existe um jogo que ofereça a oportunidade de se jogar um campeonato brasileiro completo.


Nos jogos “manager”, a maioria do material dos clubes é proporcionado pelos próprios jogadores que personalizam o seu jogo, com escudos e bandeiras.

Desafio

Como oficializar isso tudo? Como faturar com jogos eletrônicos e expor a sua marca para um grande mercado consumidor?