O assunto está ainda muito quente. Corinthians e os quatro grandes do Rio, formalizaram que não negociarão os direitos televisivos com o clube dos 13, para o triênio 2012-2014. Apesar do recuo dos grandes do Rio e do Coritiba, ainda há um sério risco de divisão no grupo de negociação.
Dia 25, a Globo anunciou que não participará da disputa via clube dos 13. Negociará diretamente com os clubes.
Para analisar a questão, primeiramente temos que analisar a legislação. O direito de arena diz que, para uma transmissão televisiva, é necessário que os dois clubes envolvidos estejam de acordo com a transmissão. Isso está muito bem explicado no blog do Erich Beting: http://bit.ly/fBSqjq
Hoje o Clube dos 13 negocia, representando as entidades, junto às emissoras abertas e fechadas sobre os valores. Acertado, o acordo vale para todos os participantes. Clubes que jogam a primeira divisão, porém não participam do Clube dos 13, recebem um valor consideravelmente menor.
Esta estabilidade está durando desde o final da década de 90. Naquela época, na tv fechada, havia uma divisão de transmissão. Membros do Clube dos 13 tinham suas partidas transmitidas pelo Sportv e outros times a transmissão era pela ESPN Brasil.
O que Corinthians e os times do Rio fizeram é novo? Analisando as ligas européias e americanas o fato já ocorreu.
Na Itália até o ano de 2006, as negociações eram feitas individualmente por cada clube. Resultado: Milan, Juventus, Inter, Roma e Lazio ganhavam uma quantia consideravelmente maior que os times médios e pequenos. Porém em novembro de 2007 o governo interviu, e a partir de 2010 a negociação é coletiva com as emissoras interessadas. A distribuição é parecida com a liga inglesa.
Divisão na Inglaterra
As receitas domésticas são divididas:
50% divididas igualmente entre os integrantes da Premier League;
25% baseado na classificação do ano anterior;
25% baseado em quão frequente há transmissão de jogos do clube e aparições na TV.
O clube que recebeu mais, Manchester United com 51,1 MM de libras, recebeu 65% mais do que o clube que recebeu menos.
Em comparação com o campeonato espanhol que o Barcelona e Real Madrid chegam a ganhar 1200% mais do que os que menos ganham.
No velho continente, a história provou que negociações coletivas são forçadas, buscando uma certa competividade.
Em casos de negociações individuais, como na Espanha e Portugal e como era feita na Itália, os grandes clubes ficam com uma grande fatia do bolo, deixando pouco para os menores.
O dinheiro da TV é uma grande parte da receita da maioria dos clubes brasileiros. Corinthians e Flamengo estão buscando naturalmente se valorizar, e o caminho buscado e da individualização das negociações. Isto certamente acarretará em um aumento dos valores dados a estes clubes, porém o que será do restante? Certamente o dinheiro é finito e se haver aumento de ganhos para estes clubes, haverá redução para os outros.
Os grandes clubes do país tem a maior audiência, e com isso conseguem os maiores patrocínios, receitas de sócios, receitas de bilheteria e merchandising. Se houver uma disparidade muito grande também no dinheiro da televisão, a tendência que este abismo seja maior ainda, afetando a disputa do campeonato.
Há muitas críticas contra o sistema do campeonato de pontos corridos, pois afirmam que torna o campeonato "chato", porém o que tornará o campeonato pouco competitivo será uma grande diferença nas receitas dos clubes.
Para os clubes pequenos a negociação em bloco é o melhor caminho, pois se conseguirem pelo menos 12 equipes, ganham no poder de negociação. Para a estratégia corinthiana dar certo é mais do que necessário a divisão completa.
Em 2004 houve ameaças semelhantes que não foram concretizadas. Só resta esperar os próximos passos.
Destinado a análise da administração no esporte. Seus acertos e seus erros. Traça comparativos e mostra soluções. Visa o debate de idéias.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Fatores influenciadores de público no estádios
No site Universidade do Futebol (www.universidadedofutebol.com.br). O colunista Virgílio Franceschi Neto escreveu um artigo sobbre os fatores que influenciam o público a assistir jogos de futebol nos estádios. Link: http://www.universidadedofutebol.com.br/2010/02/1,12369,FATORES+INFLUENCIADORES+PARA+A+PRESENCA+DE+PUBLICO+NOS+ESTADIOS.aspx?p=2&utm_source=EasyMailing&utm_medium=e-mail&utm_term=Fatoresinfluenciadoresparaapresencadepubliconosestadios&utm_content=Fatoresinfluenciadoresparaapresencadepubliconosestadios&utm_campaign=Padr%E3o
O Brasil se destaca pelo grande número de jogadores que são revelados todos os anos. Nesse último ano vemos até jogadores consagrados retornando ao nosso futebol, caso de Ronaldo, Adriano e Robinho. Porém uma característica do nosso futebol é a baixa presença nos estádios de futebol.
Se copararmos com a Europa, realmente a diferença é gritante. Porém se compraramos com a América do Sul ficamos na média. Quais são os fatores para isso?
A falta de conforto é a principal causa. Conforto é estrutura de estádios, dificuldade de chegar ao estádio, filas para entrar no estádio, violência dentro e no entorno, limpeza. A maioria dos estádios brasileiros é deficiente em grande parte desses quesitos. Alguns problemas a responsabilidade não é dos clubes. Como acesso ao estádio, por exemplo, porém a infra-estrutura, limpeza estão diretamente relacionados ao que o clube deve oferecer.
A lógica de uma grande parte dos torcedores é a mesma que na escolha de qual loja ir, qual teatro, cinema. Se você não sente o conforto necessário, e acha que o valor que está sendo cobrado não condiz com o que é oferecido, a escolha lógica é não ir.
Um Robinho, junto com Neymar e Ganso, junto com um estádio bom e confortável, num jogo de um campeonato bem organizado, é garantia de ótimo público. Porém alguns times não tem esses jogadores, não tem estádio bom, jogando no campeonato paranaense a 50 reais o ingresso. É difícil convencer qualquer um a ir nos jogos.
A Arena da Baixada deveria ser tomada como exemplo. Um estádio bem localizado, muito confortável. Boa visão em todos os setores, boa opção de alimentação. Não é um estádio de R$ 350 milhões. É um estádio acessível e bom para os padrões brasileiros. Muito melhor que Pacaembu, Morumbi e Parque Antártica.
O Brasil se destaca pelo grande número de jogadores que são revelados todos os anos. Nesse último ano vemos até jogadores consagrados retornando ao nosso futebol, caso de Ronaldo, Adriano e Robinho. Porém uma característica do nosso futebol é a baixa presença nos estádios de futebol.
Se copararmos com a Europa, realmente a diferença é gritante. Porém se compraramos com a América do Sul ficamos na média. Quais são os fatores para isso?
A falta de conforto é a principal causa. Conforto é estrutura de estádios, dificuldade de chegar ao estádio, filas para entrar no estádio, violência dentro e no entorno, limpeza. A maioria dos estádios brasileiros é deficiente em grande parte desses quesitos. Alguns problemas a responsabilidade não é dos clubes. Como acesso ao estádio, por exemplo, porém a infra-estrutura, limpeza estão diretamente relacionados ao que o clube deve oferecer.
A lógica de uma grande parte dos torcedores é a mesma que na escolha de qual loja ir, qual teatro, cinema. Se você não sente o conforto necessário, e acha que o valor que está sendo cobrado não condiz com o que é oferecido, a escolha lógica é não ir.
Um Robinho, junto com Neymar e Ganso, junto com um estádio bom e confortável, num jogo de um campeonato bem organizado, é garantia de ótimo público. Porém alguns times não tem esses jogadores, não tem estádio bom, jogando no campeonato paranaense a 50 reais o ingresso. É difícil convencer qualquer um a ir nos jogos.
A Arena da Baixada deveria ser tomada como exemplo. Um estádio bem localizado, muito confortável. Boa visão em todos os setores, boa opção de alimentação. Não é um estádio de R$ 350 milhões. É um estádio acessível e bom para os padrões brasileiros. Muito melhor que Pacaembu, Morumbi e Parque Antártica.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Equipes mais valiosas da Copa
Estudo realizado pelo portal "Football Finance" calculou o valor aproximado dos 25 jogadores que mais participaram das eliminatórias para a Copa do Mundo Fifa 2010.
Eis a lista:
A - África do Sul (35 milhões), México (95 milhões), Uruguai (145 milhões), França (450 milhões) 725 milhões
B - Argentina (390 milhões), Nigéria (115 milhões), Coreia do Sul (50 milhões), Grécia (100 milhões) 655 milhões
C - Inglaterra (440 milhões), EUA (55 milhões), Argélia 55 milhões), Eslovênia (45 milhões) 595 milhões
D - Alemanha (305 milhões), Austrália (40 milhões), Sérvia (185 milhões), Gana (115 milhões) 645 milhões
E - Holanda (280 milhões), Dinamarca (85 milhões), Japão (70 milhões), Camarões (140 milhões) 575 milhões
F - Itália (400 milhões), Paraguai (90 milhões), Nova Zelândia (15 milhões), Eslováquia (70 milhões) 575 milhões
G - Brasil (515 milhões), Coreia do Norte (15 milhões), C. do Marfim (180 milhões), Portugal (340 milhões) 1,05 bilhão
H Espanha (565 milhões), Suiça (115 milhões), Honduras (45 milhões), Chile (85 milhões) 810 milhões
* valores em euros
O grupo do Brasil é o mais valioso, 1 bilhão de euros. A equipe mais valiosa é a Espanha, 565 milhões de euros.
Destaca-se a disparidade entre as equipes mais fortes e as mais fracas.
Eis a lista:
A - África do Sul (35 milhões), México (95 milhões), Uruguai (145 milhões), França (450 milhões) 725 milhões
B - Argentina (390 milhões), Nigéria (115 milhões), Coreia do Sul (50 milhões), Grécia (100 milhões) 655 milhões
C - Inglaterra (440 milhões), EUA (55 milhões), Argélia 55 milhões), Eslovênia (45 milhões) 595 milhões
D - Alemanha (305 milhões), Austrália (40 milhões), Sérvia (185 milhões), Gana (115 milhões) 645 milhões
E - Holanda (280 milhões), Dinamarca (85 milhões), Japão (70 milhões), Camarões (140 milhões) 575 milhões
F - Itália (400 milhões), Paraguai (90 milhões), Nova Zelândia (15 milhões), Eslováquia (70 milhões) 575 milhões
G - Brasil (515 milhões), Coreia do Norte (15 milhões), C. do Marfim (180 milhões), Portugal (340 milhões) 1,05 bilhão
H Espanha (565 milhões), Suiça (115 milhões), Honduras (45 milhões), Chile (85 milhões) 810 milhões
* valores em euros
O grupo do Brasil é o mais valioso, 1 bilhão de euros. A equipe mais valiosa é a Espanha, 565 milhões de euros.
Destaca-se a disparidade entre as equipes mais fortes e as mais fracas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O futebol como exemplo
Sempre existe a intenção de utilizar o esporte como exemplo para a sociedade. Desde histórias de superação, de pessoas que saíram da pobreza para brilhar no atletismo, como pessoas anônimas que deixaram o crime para se dedicar ao esporte.
Histórias de sucesso, inclusão social, vitórias e derrotas, mostrando diferentes exemplos de compaixão, vontade de vencer e de saber perder, valores muito valorizados na nossa sociedade.
Porém consultando a página esportiva na Globo.com, me deparei com a seguinte notícia: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL1377846-9872,00-DANILO+IRONIZA+PROTESTOS+O+SPORT+FOI+O+SACO+DE+PANCADAS+DO+CAMPEONATO.html
Me parece que o jogador Danilo, que se aproveitou de uma jogada ilegal para fazer o gol, pois o árbitro já tinha apitado. Não somente o fez, como também pede para que não reclamem. E não satisfeito de já ser beneficiado, gostaria mesmo que a partida fosse anulada para que tivesse chance de ganhar o jogo, estava até torcendo por isso.
Esse é o sentimento que impera no nosso futebol. Vencer a qualquer custo, não importa como e com que meios. Quando um jogador simula uma falta, quando consegue que o outro jogador seja expulso, quando reclama, quando incentiva a torcida contra o árbitro. Todas essas atitudes são bem aceitas pela população, pois o objetivo de ganhar está sendo buscado.
Aqueles propósitos nobres do esporte parecem "caretas", sem uso quando ganhar se torna a única opção. E enquanto isso na Europa há casos de jogadores que foram massacrados pela imprensa e os próprios jogadores por simulares penaltis. Quando chegaremos nesse bom senso? Infelizmente, no Brasil, o futebol está ficando apenas para os boçais.
Histórias de sucesso, inclusão social, vitórias e derrotas, mostrando diferentes exemplos de compaixão, vontade de vencer e de saber perder, valores muito valorizados na nossa sociedade.
Porém consultando a página esportiva na Globo.com, me deparei com a seguinte notícia: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL1377846-9872,00-DANILO+IRONIZA+PROTESTOS+O+SPORT+FOI+O+SACO+DE+PANCADAS+DO+CAMPEONATO.html
Me parece que o jogador Danilo, que se aproveitou de uma jogada ilegal para fazer o gol, pois o árbitro já tinha apitado. Não somente o fez, como também pede para que não reclamem. E não satisfeito de já ser beneficiado, gostaria mesmo que a partida fosse anulada para que tivesse chance de ganhar o jogo, estava até torcendo por isso.
Esse é o sentimento que impera no nosso futebol. Vencer a qualquer custo, não importa como e com que meios. Quando um jogador simula uma falta, quando consegue que o outro jogador seja expulso, quando reclama, quando incentiva a torcida contra o árbitro. Todas essas atitudes são bem aceitas pela população, pois o objetivo de ganhar está sendo buscado.
Aqueles propósitos nobres do esporte parecem "caretas", sem uso quando ganhar se torna a única opção. E enquanto isso na Europa há casos de jogadores que foram massacrados pela imprensa e os próprios jogadores por simulares penaltis. Quando chegaremos nesse bom senso? Infelizmente, no Brasil, o futebol está ficando apenas para os boçais.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Escolha olímpica
Amanhã, dia 02 de outubro, na Suíça, ocorre o anúncio da sede das Olímpiadas de Verão de 2016.
Quatro cidades estão na disputa, Rio, Madri, Chicago e Tóquio. Detalhes do processo não preciso dizer, pois provavelmente, você já foi bombardeado com horas e horas de programações, entrevistas com personalidades, analistas, comentaristas, público entre outros dizendo as reais chences da candidatura brasileira.
Meu objetivo aqui é relembrar um ponto. O Rio de Janeiro concorreu para a Olímpiada de 2004, que foi disputada em Atenas.
Já estamos em 2009, minha pergunta: O que o Rio melhorou de 1996 para 2009? Quais os indicadores de violência diminuíram? E a pobreza? O trânsito melhorou?
E comparando o Panamericano de 2007? E o estádio que custaria 60 milhões de reais e custou 380 milhões? E o mal gasto dinheiro público? E o abafa na investigação do TCU? E a sub-utilização das instalações olímpicas? E alugar um espaço, que custou 380 milhões por 26 mil reais para um clube de futebol, que não tem obrigação nenhuma de liberar o estádio para competições de atletismo?
Pois é, tantas perguntas que faço, queria que o Carlos Arthur Nuzman respondesse ao menos uma parte.
O Rio, em 2004, tinha alguma condição de receber uma olímpiada? E em 2016 vai ter?
Juca concorda comigo: http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html
Apelo dos cidadãos do Rio não vai esconder a incopetência que predomina na administração esportiva brasileira.
Quatro cidades estão na disputa, Rio, Madri, Chicago e Tóquio. Detalhes do processo não preciso dizer, pois provavelmente, você já foi bombardeado com horas e horas de programações, entrevistas com personalidades, analistas, comentaristas, público entre outros dizendo as reais chences da candidatura brasileira.
Meu objetivo aqui é relembrar um ponto. O Rio de Janeiro concorreu para a Olímpiada de 2004, que foi disputada em Atenas.
Já estamos em 2009, minha pergunta: O que o Rio melhorou de 1996 para 2009? Quais os indicadores de violência diminuíram? E a pobreza? O trânsito melhorou?
E comparando o Panamericano de 2007? E o estádio que custaria 60 milhões de reais e custou 380 milhões? E o mal gasto dinheiro público? E o abafa na investigação do TCU? E a sub-utilização das instalações olímpicas? E alugar um espaço, que custou 380 milhões por 26 mil reais para um clube de futebol, que não tem obrigação nenhuma de liberar o estádio para competições de atletismo?
Pois é, tantas perguntas que faço, queria que o Carlos Arthur Nuzman respondesse ao menos uma parte.
O Rio, em 2004, tinha alguma condição de receber uma olímpiada? E em 2016 vai ter?
Juca concorda comigo: http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html
Apelo dos cidadãos do Rio não vai esconder a incopetência que predomina na administração esportiva brasileira.
sábado, 15 de agosto de 2009
Arena Atletiba
Mário Celso Petraglia, em uma entrevista à revista idéias lançou no ar a proposta mais polêmica, porém não menos interessante nos últimos tempos do futebol paranaense.
A junção dos dois clubes principais do estado, dividindo o mesmo estádio.
De um lado um time, que foi pioneiro, construiu um estádio com recursos próprios, o mais moderno do Brasil, que entretanto tem dificuldades para conseguir recursos para finalizar a obra para estar habilitado para sediar a Copa de 2014.
Por outro lado, o outro time está com vontade de construir um estádio, procura parceiros, porém atualmente não tem nada de concreto, além de possuir um estádio obsoleto, porém em ótima localização.
O que foi proposto que o segundo time, o Coritiba, vendesse esse tereno, na certa vale mais do que R$ 100 milhões, e utilizasse esse dinheiro para reformar e ampliar a Baixada para atender a Copa de 2014 e os jogos dos dois times.
Os benefícios dessa união seriam que ambos os times não ficariam excessivamente endividados, haveria uma maior utilização do estádio. O estádio viraria realmente um ponto turístico da cidade, shopping e eventos teriam maior aceitação.
Resposta das torcidas em príncipio foram negativas. Falam na paixão. Nas histórias construídas.
Ora. O Arsenal pôs abaixo o Highbury para construir o Emirates Stadium em outro local. O Bayern Munich fez o mesmo. Times com muita, mas muita mais história do que os times paranaenses.
Petraglia é visionário mesmo. Vê antes de muita gente que o futebol brasileiro, como está se organizando, vai ter no futuro cada vez mais distância entre os clubes. Eles vão decidir o próprio futuro, se serão Juventus de Turim ou Torino.
O que acham?
A junção dos dois clubes principais do estado, dividindo o mesmo estádio.
De um lado um time, que foi pioneiro, construiu um estádio com recursos próprios, o mais moderno do Brasil, que entretanto tem dificuldades para conseguir recursos para finalizar a obra para estar habilitado para sediar a Copa de 2014.
Por outro lado, o outro time está com vontade de construir um estádio, procura parceiros, porém atualmente não tem nada de concreto, além de possuir um estádio obsoleto, porém em ótima localização.
O que foi proposto que o segundo time, o Coritiba, vendesse esse tereno, na certa vale mais do que R$ 100 milhões, e utilizasse esse dinheiro para reformar e ampliar a Baixada para atender a Copa de 2014 e os jogos dos dois times.
Os benefícios dessa união seriam que ambos os times não ficariam excessivamente endividados, haveria uma maior utilização do estádio. O estádio viraria realmente um ponto turístico da cidade, shopping e eventos teriam maior aceitação.
Resposta das torcidas em príncipio foram negativas. Falam na paixão. Nas histórias construídas.
Ora. O Arsenal pôs abaixo o Highbury para construir o Emirates Stadium em outro local. O Bayern Munich fez o mesmo. Times com muita, mas muita mais história do que os times paranaenses.
Petraglia é visionário mesmo. Vê antes de muita gente que o futebol brasileiro, como está se organizando, vai ter no futuro cada vez mais distância entre os clubes. Eles vão decidir o próprio futuro, se serão Juventus de Turim ou Torino.
O que acham?
sábado, 31 de janeiro de 2009
Sou totalmente contra

Está praticamente definido. O quarto time da capital se chamará Sport Club Corinthians Paranaense.
Detalhes no link: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/esportes/conteudo.phtml?tl=1&id=852539&tit=Corinthians-Paranaense-sera-obrigado-a-usar-a-bandeira-de-Sao-Paulo
A idéia surgiu depois da divulgação de uma ampla pesquisa em que o clube paulista aparece na frente dos clubes paranaenses, em número de torcedores.
O novo clube será obrigado a utilizar a bandeira de São Paulo no escudo. Ai vem a pergunta. Porque um time paranaense terá como símbolo a bandeira de outro estado?
A origem é histórica. O Paraná foi intensamente colonizado por paulistas e por gaúchos no passado. Eles trouxeram as suas tradições para o estado. Trouxeram também a sua força de trabalho. Como eles foram benéficos em alguns pontos, em outros pontos o nosso estado tem um problema de definição de cultura.
Há uma clara divisão da capital para o interior, que só contribui para essa cultura fraca que nosso estado tem. Como o futebol é cultural, ele também sofre essa influência.
Agora utilizar disso para formar um time, me parece mais uma tentativa desesperada de Joel Malluceli, de transformar o time de sua família em alguma coisa representativa em nosso futebol.
Se vai dar certo ou errado, é difícil saber, porém isso arranha ainda mais a imagem de nosso futebol. Por que o Barueri não vira Bahia Esporte Clube? Certamente teria mais torcedores que o time atual.
Mas isso é uma oportunidade para os verdadeiros times paranaenses renascerem. Londrina, Cascavel, Grêmio Maringá, são cidades grandes com uma economia respeitável, precisam de times mais fortes. O trio de ferro, utilizando toda a força econômica, precisa expandir os seus horizontes, principalmente para o interior.
A transmissão do campeonato parananense, e os jogos dos times parananenses no campeonato brasileiro, também darão força e exposição aos nossos times.
Só para exemplo. A 1a. partida da final da Copa Libertadores, entre Fluminense e LDU, não foi transmitida para São Paulo, ao invés disso passou o grande jogo Corinthians e Bragantino pela série B para São Paulo. A 1a. partida entre Internacional e Estudiantes na final da Sulamericana, também não foi transmitida. Passou um filme no lugar. Temos que forçar os moradores do estado do Paraná, a ver os nossos times. Quem quer ver time de outro estado, que pague o pay-per-view, como somos obrigados aqui em São Paulo.
Abraço.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Como motivar a sua equipe
Ultimamente estamos tendo aulas de como se motivar uma equipe de futebol. São técnicos, vice-presidentes, presidentes dão entrevistas esperneando, e deixando bem claro o seu lado torcedor.
Na maioria das vezes, está refletindo negativamente na mídia, e até os jogadores, que antes adotavam reações comedidas, estão se indignando com a falta de profissionalismo de seus chefes.
Vamos ao exemplo mais claro, Carlos Augusto Montenegro. Ele que é presidente do IBOPE, teoricamente deveria ser um homem sério, porém quando se trata de futebol, ele é conhecido por declarações polêmicas e inoportunas.
Certa vez, com o Botafogo na zona de rebaixamento, aposentou o uniforme número 1 da equipe no ano, pois tinha a gola olímpica. Perguntado o porque, dizia que era o único título que a seleção brasileira não tinha conquistado.
Ano passado, outras declarações polêmicas após a eliminação da equipe na copa sul-americana.
Esse ano, nem esperou o time ser eliminado. Bastou uma derrota, outra vez para uma equipe argentina, para dar uma entrevista onde critica a todos, e escancara a raxa no elenco. Os jogadores não gostaram e criticaram o vice-presidente. Além disso, os salários estão atrasados quase 3 meses. A questão é: Há moral em um vice-presidente criticar com tanta veemencia o seu time, sendo que não paga os funcionários a três meses? Qual é a motivação que ele quer dar?
Em qualquer outra empresa, os funcionários já teriam parado de trabalhar, e começariam greves para receber o que é de direito. No futebol isso não acontece, mas as vezes acredito que deveria, para que alguns dirigentes aprendessem a ser mais profissionais, pagar os seus funcionários, e parassem de falar asneiras.
Na maioria das vezes, está refletindo negativamente na mídia, e até os jogadores, que antes adotavam reações comedidas, estão se indignando com a falta de profissionalismo de seus chefes.
Vamos ao exemplo mais claro, Carlos Augusto Montenegro. Ele que é presidente do IBOPE, teoricamente deveria ser um homem sério, porém quando se trata de futebol, ele é conhecido por declarações polêmicas e inoportunas.
Certa vez, com o Botafogo na zona de rebaixamento, aposentou o uniforme número 1 da equipe no ano, pois tinha a gola olímpica. Perguntado o porque, dizia que era o único título que a seleção brasileira não tinha conquistado.
Ano passado, outras declarações polêmicas após a eliminação da equipe na copa sul-americana.
Esse ano, nem esperou o time ser eliminado. Bastou uma derrota, outra vez para uma equipe argentina, para dar uma entrevista onde critica a todos, e escancara a raxa no elenco. Os jogadores não gostaram e criticaram o vice-presidente. Além disso, os salários estão atrasados quase 3 meses. A questão é: Há moral em um vice-presidente criticar com tanta veemencia o seu time, sendo que não paga os funcionários a três meses? Qual é a motivação que ele quer dar?
Em qualquer outra empresa, os funcionários já teriam parado de trabalhar, e começariam greves para receber o que é de direito. No futebol isso não acontece, mas as vezes acredito que deveria, para que alguns dirigentes aprendessem a ser mais profissionais, pagar os seus funcionários, e parassem de falar asneiras.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Seminário Gestão de Patrocínio de Entidades Esportivas
A ESPM, está oferecendo um seminário que visa apresentar e discutir a gestão de patrocínio em Entidades Esportivas.
Até hoje, é um desafio para as entidades esportivas brasileiras, conseguir patrocínios que realmente sejam benéficos para a sua organização, e atuem no formato de parcerias.
A falta de apoio, inclusive dos meios de comunicação, prejudicam a eficácia dessas parcerias. Emissoras como a Rede Globo, evitam de mencionar o nome de empresas nos seus programas esportivos, inclusive nome de estádios. Assim a exposição fica menor, e também o dinheiro dado.
Vou tentar ir no seminário também.
Endereço do seminário: http://www.espm.br/ConhecaAESPM/Cursos/Pages/Default.aspx?CodigoCursoDetalhe=414
Até hoje, é um desafio para as entidades esportivas brasileiras, conseguir patrocínios que realmente sejam benéficos para a sua organização, e atuem no formato de parcerias.
A falta de apoio, inclusive dos meios de comunicação, prejudicam a eficácia dessas parcerias. Emissoras como a Rede Globo, evitam de mencionar o nome de empresas nos seus programas esportivos, inclusive nome de estádios. Assim a exposição fica menor, e também o dinheiro dado.
Vou tentar ir no seminário também.
Endereço do seminário: http://www.espm.br/ConhecaAESPM/Cursos/Pages/Default.aspx?CodigoCursoDetalhe=414
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
O retorno sobre investimento no futebol
No link http://cidadedofutebol.com.br/Universidade/Web/Site/index_area_administracao.asp?arq=artigo.asp&id_cont=1256 , há texto de Katherine Amaya sobre o retorno sobre o investimento no futebol brasileiro.
A questão é complicada, e necessita ser analizada de uma forma atual, pois durante toda a história, o futebol brasileiro sempre foi muito mal administrado.
Hoje, a história começa a mudar. Os balanços sendo divulgados, é um bom sinal de um começo de moralização e de responsabilidade administrativa e financeira.
Há alguns dias atrás, foram divulgadas notícias, em que o presidente corinthiano Andrés Sanchez, falava sobre a luta para a diminuição da divida corinthiana. Explicava que tinham a meta de reduzir para o patamar abaixo de R$ 100 milhões, e que estavam trabalhando em novas fontes de renda, para sanar o clube nos próximos anos.
Pode parecer banal, no meio empresarial, porém no futebol, dirigentes se preocupando com dívidas, e também com planos de saná-la, não é nada comum. Sinais de novos tempos?
Clubes com menos dívidas, com administrações menos passionais, com trabalhos a médio e longo prazo, certamente são fatos que ajudam na confiança dos investidores no esporte.
Claro que não é só isso, mas para atrair investimentos é muito importante um cenário com o menor nível de risco possível, isso é uma coisa que no futebol não se tem. Torcidas impacientes, dirigientes mal preparados sempre botaram tudo a perder, e sempre atraíram pessoas e empresas com índoles questionáveis para gerir os seus clubes, sempre buscando apenas títulos que não se mostraram situações sustentáveis.
O processo é doloroso, porém necessário para elevar o patamar do futebol brasileiro. Mas os clubes estão começando a colher os frutos, como o Flamengo e o Corinthians aumentando suas arrecadações com patrocínios.
A Copa do Mundo FIFA 2014, irá atrair investidores para a reforma e construção dos estádios da competição, porém é necessário o planejamento, pois somente haverá investidores, se houver o retorno.
A questão é complicada, e necessita ser analizada de uma forma atual, pois durante toda a história, o futebol brasileiro sempre foi muito mal administrado.
Hoje, a história começa a mudar. Os balanços sendo divulgados, é um bom sinal de um começo de moralização e de responsabilidade administrativa e financeira.
Há alguns dias atrás, foram divulgadas notícias, em que o presidente corinthiano Andrés Sanchez, falava sobre a luta para a diminuição da divida corinthiana. Explicava que tinham a meta de reduzir para o patamar abaixo de R$ 100 milhões, e que estavam trabalhando em novas fontes de renda, para sanar o clube nos próximos anos.
Pode parecer banal, no meio empresarial, porém no futebol, dirigentes se preocupando com dívidas, e também com planos de saná-la, não é nada comum. Sinais de novos tempos?
Clubes com menos dívidas, com administrações menos passionais, com trabalhos a médio e longo prazo, certamente são fatos que ajudam na confiança dos investidores no esporte.
Claro que não é só isso, mas para atrair investimentos é muito importante um cenário com o menor nível de risco possível, isso é uma coisa que no futebol não se tem. Torcidas impacientes, dirigientes mal preparados sempre botaram tudo a perder, e sempre atraíram pessoas e empresas com índoles questionáveis para gerir os seus clubes, sempre buscando apenas títulos que não se mostraram situações sustentáveis.
O processo é doloroso, porém necessário para elevar o patamar do futebol brasileiro. Mas os clubes estão começando a colher os frutos, como o Flamengo e o Corinthians aumentando suas arrecadações com patrocínios.
A Copa do Mundo FIFA 2014, irá atrair investidores para a reforma e construção dos estádios da competição, porém é necessário o planejamento, pois somente haverá investidores, se houver o retorno.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Atlético anuncia que cobrará por transmissão via rádio

O mundo esportivo paranaense foi surpreendido com o anúncio do Clube Atlético Paranaense, sobre a cobrança de uma taxa para a cobertura do campeonato brasileiro por rádio.
Após a divulgação da nota pelo site oficial, houve diversas mensagens de repúdio contra a decisão do clube.
Tentarei analisar a medida, e os motivos que levaram a decisão do Atlético da cobrança.
O Atlético, é o clube brasileiro que está na vanguarda do marketing esportivo no Brasil.
Ele investiu num estádio diferente de todos os outros no Brasil, foi ousado ao trocar o escudo do clube, divulgar slogans de campanhas na TV e rádio, fazer parcerias com times internacionais, brigar por mais verba de TV no campeonato paranaense, cobrar um valor mais alto de ingresso, entre outras ações.
Como tudo que é de vanguarda, algumas ações causam estranheza no torcedor, que em sua maioria, não entende os conceitos aplicados pelo Atlético, muitos baseados na realidade européia.
Quem está certo? O torcedor que sonha com ingressos baratos, time com qualidade, bandeira e bateria nas arquibancadas, transmissão em tv aberta entre outros. Ou o clube que tenta de todas as formas marjorar seus ganhos, tentando formar uma nova classe de torcedores, com uma renda maior, que busquem o espetáculo, que comprem camisas oficiais, presentes oficiais, que comprem pay-per-view, que comam um lanche nas lanchonetes da Baixada, que pronunciem Kyocera Arena, ao invés de Baixada, que não joguem copos nos jogadores.
O Atlético com a ação que tomou mostra mais uma vez que não sabe como fazer essa mudança de pensamento. Tentar impor cultura, exige, proíbe. Isso causa resistência por parte dos envolvidos, prejudicando muitos projetos, que em sua essência até fazem sentido.
A Kyocera apostou nos "naming rights", porém o retorno da investida se mostrou muito pequeno. A Globo, principal transmissora de eventos de futebol do país, tem por princípio, não citar nomes de empresas envolvidas. Nem quando o nome do time é uma empresa eles anunciam, imagine quando é apenas o nome oficial do estádio. Assim essa prática no Brasil se torna um pouco falha.
A cobrança das rádios foi feita na mesma linha de imposição, sem nenhum diálogo. Não basta ter uma equipe de marketing que faça estudos dos faturamentos que as rádios tem com publicidade em transmissões de futebol. Falta alguns outros cálculos. Por exemplo. Se o Atlético cobra R$ 15 mil por jogo. Quanto vale o jogo do Flamengo, e do Corinthians. Se formos tomar como base as verbas de televisão do Campeonato Brasileiro, pelo menos 4 vezes mais. Se botarmos que todos os clubes devam receber, vamos chegar a cifras milionárias, pois o valor chegaria a quase R$ 1 milhão para uma rádio transmitir os jogos do Atlético.
Há ainda o quesito jurídico, que o Atlético, com a sua imposição terá que enfrentar.
Como disse um colunista do site da torcida, o Atlético está se tornando o time mais antipático do Brasil. Que marketing é esse?
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Internacional fará perfil de seus sócios
THALES CALIPO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo
Às vésperas do início dos trabalhos focados nas comemorações do seu centenário, que será no próximo ano, o Internacional terá como grande prioridade os seus associados. Além de buscar atingir a marca de 100 mil sócios até o aniversário de 100 anos, o clube também trabalha para conhecer melhor esse público.
Para isso, o clube já trabalha para a implantação de um Consumer-Response Marketing (CRM), ou Resposta de Consumo de Mercado, em uma tradução livre. A idéia é usar essa ferramenta, importada do mercado corporativo, para se aproximar dos seus sócios, descobrindo suas preferências e, de base dessas informações, direcionar melhor os trabalhos.
"Nós queremos medir o comportamento desse sócio, descobrindo quanto ele gasta durante um jogo, por qual portão ele entra, quais produtos eles prefere comprar. Com isso, podemos oferecer uma série de novos serviços", explica Jorge Avancini, vice-presidente de marketing do Inter.
O novo sistema, que deve estar disponível a partir do segundo semestre, será "acoplado" às carteirinhas dos próprios associados. No produto, já foi instalado um chip que permitirá a leitura de todas as informações relacionadas ao consumo do sócio.
"Nós fizemos uma pesquisa com os sócios perguntando quais prêmios eles gostariam de ganhar. Mais de 90% afirmaram que gostariam de prêmios vivenciais com o clube, como uma foto com o ídolo, camisa autografada ou viagem com o time. A minoria escolheu carro, moto, ou outras coisas", exemplifica o vice de marketing do Inter.
Essa medida, também, apoiará outra ação que será criada para atender à demanda. Depois de chegar à marca de 42 mil sócios, em 2006, com um plano que fornecia ingressos dos jogos ao associado, o clube encerrou essa modalidade de associação, mas precisa trabalhar de uma forma a garantir entradas aos outros torcedores.
Dessa forma, o Inter estuda um modelo em que o torcedor que tem direito ao ingresso, mas não pretende usá-lo em determinado jogo, possa ceder a entrada a outra pessoa, prática comum em clubes como o Barcelona, por exemplo.
"Será um modelo de compensação, como um sistema de milhagem. O torcedor terá um crédito, dependendo do campeonato, que poderá ser usado em toda a nossa rede de lojas franqueadas", diz Avancini.
Essas são algumas novidades que devem ser apresentadas nesta sexta-feira, durante o jantar comemorativo dos 99 anos do clube. Outros detalhes do projeto "Centenário para todos", que terá duração de dois anos, além da campanha "Indique sua paixão", para mobilizar os atuais sócios a convidar amigos a se juntar ao quadro associativo, serão alguns dos temas abordados.
Da Máquina do Esporte, em São Paulo
Às vésperas do início dos trabalhos focados nas comemorações do seu centenário, que será no próximo ano, o Internacional terá como grande prioridade os seus associados. Além de buscar atingir a marca de 100 mil sócios até o aniversário de 100 anos, o clube também trabalha para conhecer melhor esse público.
Para isso, o clube já trabalha para a implantação de um Consumer-Response Marketing (CRM), ou Resposta de Consumo de Mercado, em uma tradução livre. A idéia é usar essa ferramenta, importada do mercado corporativo, para se aproximar dos seus sócios, descobrindo suas preferências e, de base dessas informações, direcionar melhor os trabalhos.
"Nós queremos medir o comportamento desse sócio, descobrindo quanto ele gasta durante um jogo, por qual portão ele entra, quais produtos eles prefere comprar. Com isso, podemos oferecer uma série de novos serviços", explica Jorge Avancini, vice-presidente de marketing do Inter.
O novo sistema, que deve estar disponível a partir do segundo semestre, será "acoplado" às carteirinhas dos próprios associados. No produto, já foi instalado um chip que permitirá a leitura de todas as informações relacionadas ao consumo do sócio.
"Nós fizemos uma pesquisa com os sócios perguntando quais prêmios eles gostariam de ganhar. Mais de 90% afirmaram que gostariam de prêmios vivenciais com o clube, como uma foto com o ídolo, camisa autografada ou viagem com o time. A minoria escolheu carro, moto, ou outras coisas", exemplifica o vice de marketing do Inter.
Essa medida, também, apoiará outra ação que será criada para atender à demanda. Depois de chegar à marca de 42 mil sócios, em 2006, com um plano que fornecia ingressos dos jogos ao associado, o clube encerrou essa modalidade de associação, mas precisa trabalhar de uma forma a garantir entradas aos outros torcedores.
Dessa forma, o Inter estuda um modelo em que o torcedor que tem direito ao ingresso, mas não pretende usá-lo em determinado jogo, possa ceder a entrada a outra pessoa, prática comum em clubes como o Barcelona, por exemplo.
"Será um modelo de compensação, como um sistema de milhagem. O torcedor terá um crédito, dependendo do campeonato, que poderá ser usado em toda a nossa rede de lojas franqueadas", diz Avancini.
Essas são algumas novidades que devem ser apresentadas nesta sexta-feira, durante o jantar comemorativo dos 99 anos do clube. Outros detalhes do projeto "Centenário para todos", que terá duração de dois anos, além da campanha "Indique sua paixão", para mobilizar os atuais sócios a convidar amigos a se juntar ao quadro associativo, serão alguns dos temas abordados.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Copa 2014 é no Brasil
Que grande chance temos...
Que grande chance temos de mostrar que vivemos em um país hospitaleiro, organizado, não corrupto, solidário e pronto para receber o mundo.
Nossa geração será a responsável pelo divisor de águas de um país que sempre esteve no quase. Essa é a chance de mostrar que o Brasil quer deixar o quase, quer ser reconhecido pela qualidade e pelo trabalho do seu povo.
Não quero neste post levantar as questões necessárias para a realização da Copa, porém esse evento pode ser o marco para que a Lei de Gérson para de imperar em nosso país, que seja bom para todos os brasileiros, mesmo que seja no orgulho em receber o mundo daqui a sete anos.
Muito trabalho e responsabilidade pela frente!
Que grande chance temos de mostrar que vivemos em um país hospitaleiro, organizado, não corrupto, solidário e pronto para receber o mundo.
Nossa geração será a responsável pelo divisor de águas de um país que sempre esteve no quase. Essa é a chance de mostrar que o Brasil quer deixar o quase, quer ser reconhecido pela qualidade e pelo trabalho do seu povo.
Não quero neste post levantar as questões necessárias para a realização da Copa, porém esse evento pode ser o marco para que a Lei de Gérson para de imperar em nosso país, que seja bom para todos os brasileiros, mesmo que seja no orgulho em receber o mundo daqui a sete anos.
Muito trabalho e responsabilidade pela frente!
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Pontos corridos ou mata-mata?
A eterna polêmica do futebol brasileiro está voltando a tona este ano. Afinal qual será a melhor forma de disputa do principal campeonato nacional?
Ambas as fórmulas tem os seus pontos positivos e negativos, vamos a eles:
Pontos corridos:
- Fórmula mais justa;
- Possibilita maior plaejamento;
- Deixa o campeonato interessante durante toda a sua duração;
- Possibilita venda de pacotes e ingressos promocionais;
- Assegura atividade durante todo o ano nas séries A e B;
- Há a emoção ao torcedor nas várias disputas que ocorre: Título, Libertadores, Sul-Americana, Rebaixamento;
- É mais transparente, pois todos os times tem o mesmo número de jogos, coisa que não acontecia na fórmula anterior;
- É a fórmula mais adotada no mundo. Todos os paises europeus a adotam, inclusive Argentina na América do Sul.
- Para torcedores que querem final há os seguintes torneios que tem final: Campeonato estadual, copa do brasil, libertadores, sul-americana, copa do mundo, mundial interclubes, copa américa. Ou seja o único campeonato que não tem final é o campeonato brasileiro.
Mata-Mata
- Há um maior interesse nas últimas 6 partidas no ano;
- Audiência grande na parte final do campeonato;
- Envolve mais times na disputa do título (Santos 8o. lugar na fase de classificação de 2002, acabou campeão);
- Imita formato das ligas norte americanas de beisebol, futebol americano e basquete;
- Semelhante ao formato do México;
- Se adequa melhor a cultura do povo brasileiro;
- É a preferida da Globo;
Na minha opinião não há dúvidas que se queremos um futebol brasileiro competitivo, com investimentos e com médias cada vez maiores de público, necessitamos continuar com a fórmula de pontos corridos. Ela permite planejamento por parte dos clubes, torna o campeonato rentável, não somente para a Tv e sim para os clubes também, privilegia os melhores e os que tem o melhor planejamento.
Como consta, há muitos campeonatos com finais para o torcedor brasileiro, acredito que valha a pena continuar a investir no formato atual, que valoriza inclusive a Série B que está muito competitiva.
As médias de público são as maiores, há muita emoção com a possibilidade de rebaixamento do Corinthians, e a briga pela libertadores, incluindo inclusive o Flamengo.
A constante ameaça de mudar as regras do jogo, mostram que pessoas como Fernando Carvalho não estão preparadas para comandar e influenciar em decisões do nosso futebol, pois agem como torcedores, impulsivos e apaixonados, quando deveriam estar cuidando da sobrevivência de nossos clubes, que por muitas décadas agonizam e se afundam em dívidas.
Falta responsabilidade e peito para enfrentar interesses televisivos. Os clubes que são o espetáculo, e para que esse espetáculo seja de alto nível, é preciso que os clubes fiquem fortes e consigam contratar jogadores bons. Isso atualmente não aocntece, obviamente isso não é culpa dos pontos corridos.
Ambas as fórmulas tem os seus pontos positivos e negativos, vamos a eles:
Pontos corridos:
- Fórmula mais justa;
- Possibilita maior plaejamento;
- Deixa o campeonato interessante durante toda a sua duração;
- Possibilita venda de pacotes e ingressos promocionais;
- Assegura atividade durante todo o ano nas séries A e B;
- Há a emoção ao torcedor nas várias disputas que ocorre: Título, Libertadores, Sul-Americana, Rebaixamento;
- É mais transparente, pois todos os times tem o mesmo número de jogos, coisa que não acontecia na fórmula anterior;
- É a fórmula mais adotada no mundo. Todos os paises europeus a adotam, inclusive Argentina na América do Sul.
- Para torcedores que querem final há os seguintes torneios que tem final: Campeonato estadual, copa do brasil, libertadores, sul-americana, copa do mundo, mundial interclubes, copa américa. Ou seja o único campeonato que não tem final é o campeonato brasileiro.
Mata-Mata
- Há um maior interesse nas últimas 6 partidas no ano;
- Audiência grande na parte final do campeonato;
- Envolve mais times na disputa do título (Santos 8o. lugar na fase de classificação de 2002, acabou campeão);
- Imita formato das ligas norte americanas de beisebol, futebol americano e basquete;
- Semelhante ao formato do México;
- Se adequa melhor a cultura do povo brasileiro;
- É a preferida da Globo;
Na minha opinião não há dúvidas que se queremos um futebol brasileiro competitivo, com investimentos e com médias cada vez maiores de público, necessitamos continuar com a fórmula de pontos corridos. Ela permite planejamento por parte dos clubes, torna o campeonato rentável, não somente para a Tv e sim para os clubes também, privilegia os melhores e os que tem o melhor planejamento.
Como consta, há muitos campeonatos com finais para o torcedor brasileiro, acredito que valha a pena continuar a investir no formato atual, que valoriza inclusive a Série B que está muito competitiva.
As médias de público são as maiores, há muita emoção com a possibilidade de rebaixamento do Corinthians, e a briga pela libertadores, incluindo inclusive o Flamengo.
A constante ameaça de mudar as regras do jogo, mostram que pessoas como Fernando Carvalho não estão preparadas para comandar e influenciar em decisões do nosso futebol, pois agem como torcedores, impulsivos e apaixonados, quando deveriam estar cuidando da sobrevivência de nossos clubes, que por muitas décadas agonizam e se afundam em dívidas.
Falta responsabilidade e peito para enfrentar interesses televisivos. Os clubes que são o espetáculo, e para que esse espetáculo seja de alto nível, é preciso que os clubes fiquem fortes e consigam contratar jogadores bons. Isso atualmente não aocntece, obviamente isso não é culpa dos pontos corridos.
domingo, 30 de setembro de 2007
Atlético apresenta projeto para a Copa

Nesse sábado o Atlético Paranaense apresentou o seu estádio para a Copa do Mundo de 2014.
Com um evento para a imprensa, o clube mostrou o seu projeto de término e reforma da atual estrutura, visando a Copa e também ao término do projeto que começou em 1997.
O projeto está orçado em US$ 30 milhões e não foi definido como o Atlético conseguirá dinheiro para a obra. Segundo o seu presidente, atualmente o Atlético não dispõem dessa quantia.
O estádio foi projetado para 41 mil lugares e será moderno e pronto para receber a Copa.
Dentro de todos os projetos para a Copa, a Baixada continua sendo o mais viável. Está situado numa cidade com um crescimento alto de renda, com indicadores sociais compatíveis com a modernidade do estádio. A capacidade do estádio também vai atender bem a demanda após a Copa.
Outros projetos estão com problemas nas questões de manutenção das estruturas após a Copa, seja nos custos de constução, ou como no seu aproveitamento depois de terminada a competição.
Um caso tipico é do novo estádio do Botafogo, o Engenhão. Pelo custo do estádio, o valor de aluguel que o Botafogo paga, seriam necessários alguns milhares de anos para que o projeto se pagasse com esse aluguel. Ou seja, um projeto que se fosse feito pela iniciativa privada, nunca na realidade seria feito, pois não traz nenhum retorno. O problema que esse estádio foi construído com o nosso dinheiro, dinheiro que foi pago através dos nossos impostos e investido nesse estádio, que foi repassado ao Botafogo (entidade privada). Eu como brasileiro sou totalente contra a esse repasse.
Para a Copa, prcisamos ficar muito atentos para esse mau uso do dinheiro público.
Para o financiamento desses inúmeros projetos, é necessário financiamento privado para essas contruções, um grande desafio pela frente.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Capacidade de esconder erros marca cidades candidatas à Copa
Capacidade de esconder erros marca cidades candidatas à Copa
Leandro Canônico
Em São Paulo
Durante a visita da comitiva da Fifa ao Brasil na semana passada, 18 cidades apresentaram candidatura à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no país (13 mostraram um vídeo no Rio de Janeiro e outras cinco foram vistoriadas in loco). Independentemente das diferenças, todas mostraram uma característica em comum: enorme habilidade em esconder os seus problemas estruturais.
Maior cidade do país, São Paulo foi a "campeã". Com mais organização, criou um itinerário que evitou colocar os inspetores em meio ao caótico trânsito. E mais: mostrou um vídeo institucional exaltando sua capacidade econômica e estrutural. No meio da apresentação, porém, uma frase chamou a atenção: "São Paulo, uma cidade saudável para viver" - tem os maiores índices de poluição.
Ao término da demonstração da capital paulista, dois inspetores da Fifa tiveram reações positivas. O mexicano Jaime Byrom e o português Jorge Batista trocaram gestos de satisfação, o que raramente aconteceu durante a visita. Isso porque eles estavam proibidos de passar qualquer impressão à imprensa ou aos envolvidos.
A cidade de São Paulo não foi a única a conseguir esconder seus problemas estruturais com maestria. As capitais nordestinas que apresentaram seus projetos no Rio de Janeiro, por exemplo, também evitaram falar dos problemas com a pobreza e valorizaram o forte turismo da região.
Como todas as cidades candidatas tinham um enorme staff de políticos envolvidos, a capacidade de promessa das postulantes à sede aumentou consideravelmente. Sempre que questionados sobre quais os empecilhos do local em relação à Copa do Mundo, um governador, um deputado, um vereador respondia com discursos tradicionais de campanhas eleitorais e apontando o que está sendo feito no local.
"A comitiva da Fifa deve ter ouvido de todas as cidades que apresentaram até aqui os seus projetos os possíveis investimentos, o que eles pretendem fazer. Mas aqui em Brasília já estamos fazendo. E agora com essa lei que despachei já estamos pensando em preparar a criança de agora, que será adolescente em 2014, para ser voluntária", discursou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
A realidade das cidades, porém, é outra. A maioria delas tem obras estruturais enormes para realizar assim que a Copa do Mundo for confirmada no Brasil (a decisão da Fifa ocorre no dia 30 de outubro, na Suíça). Nenhum estádio está totalmente pronto. Todos, sem exceção, precisarão de ajustes.
E o mais curioso: dos projetos apresentados, há uma diferença muito grande de valores a serem investidos nos estádios quando o dinheiro é privado e quando é público. Florianópolis, por exemplo, tem uma estimativa de R$ 150 milhões para o novo Orlando Scarpelli, só com iniciativa privada. Já a revitalização do Vivaldão, em Manaus, que será bancada pelo governo, tem orçamento de R$ 400 milhões.
As candidatas à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no Brasil foram: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Rio Branco, Florianópolis, Curitiba, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Maceió, Natal, Salvador, Recife/Olinda e Fortaleza.
Leandro Canônico
Em São Paulo
Durante a visita da comitiva da Fifa ao Brasil na semana passada, 18 cidades apresentaram candidatura à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no país (13 mostraram um vídeo no Rio de Janeiro e outras cinco foram vistoriadas in loco). Independentemente das diferenças, todas mostraram uma característica em comum: enorme habilidade em esconder os seus problemas estruturais.
Maior cidade do país, São Paulo foi a "campeã". Com mais organização, criou um itinerário que evitou colocar os inspetores em meio ao caótico trânsito. E mais: mostrou um vídeo institucional exaltando sua capacidade econômica e estrutural. No meio da apresentação, porém, uma frase chamou a atenção: "São Paulo, uma cidade saudável para viver" - tem os maiores índices de poluição.
Ao término da demonstração da capital paulista, dois inspetores da Fifa tiveram reações positivas. O mexicano Jaime Byrom e o português Jorge Batista trocaram gestos de satisfação, o que raramente aconteceu durante a visita. Isso porque eles estavam proibidos de passar qualquer impressão à imprensa ou aos envolvidos.
A cidade de São Paulo não foi a única a conseguir esconder seus problemas estruturais com maestria. As capitais nordestinas que apresentaram seus projetos no Rio de Janeiro, por exemplo, também evitaram falar dos problemas com a pobreza e valorizaram o forte turismo da região.
Como todas as cidades candidatas tinham um enorme staff de políticos envolvidos, a capacidade de promessa das postulantes à sede aumentou consideravelmente. Sempre que questionados sobre quais os empecilhos do local em relação à Copa do Mundo, um governador, um deputado, um vereador respondia com discursos tradicionais de campanhas eleitorais e apontando o que está sendo feito no local.
"A comitiva da Fifa deve ter ouvido de todas as cidades que apresentaram até aqui os seus projetos os possíveis investimentos, o que eles pretendem fazer. Mas aqui em Brasília já estamos fazendo. E agora com essa lei que despachei já estamos pensando em preparar a criança de agora, que será adolescente em 2014, para ser voluntária", discursou o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
A realidade das cidades, porém, é outra. A maioria delas tem obras estruturais enormes para realizar assim que a Copa do Mundo for confirmada no Brasil (a decisão da Fifa ocorre no dia 30 de outubro, na Suíça). Nenhum estádio está totalmente pronto. Todos, sem exceção, precisarão de ajustes.
E o mais curioso: dos projetos apresentados, há uma diferença muito grande de valores a serem investidos nos estádios quando o dinheiro é privado e quando é público. Florianópolis, por exemplo, tem uma estimativa de R$ 150 milhões para o novo Orlando Scarpelli, só com iniciativa privada. Já a revitalização do Vivaldão, em Manaus, que será bancada pelo governo, tem orçamento de R$ 400 milhões.
As candidatas à sede da possível Copa do Mundo de 2014 no Brasil foram: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Rio Branco, Florianópolis, Curitiba, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Maceió, Natal, Salvador, Recife/Olinda e Fortaleza.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Irregularidades em obras do Pan geram prejuízos de mais de R$ 7 milhões
Segue texto do site Contas Abertas
O Tribunal de Contas da União (TCU) bem que alertou durante três anos sobre os riscos de irregularidades no andamento das obras dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Agora, só resta lamentar. Um relatório elaborado por uma equipe de fiscalização do tribunal averiguou convênios e contratos relativos às instalações temporárias dos jogos, conhecidos por “overlays”. O TCU determinou, por medida cautelar, ao Ministério do Esporte e ao governo do Rio de Janeiro a suspensão imediata de pagamentos a empresas contratadas para obras de infra-estrutura do evento, até que se regularize a situação. A medida decorreu da constatação de graves irregularidades e improbidades na execução dos contratos. O prejuízo calculado inicialmente é de R$ 7,2 milhões.
As instalações temporárias (overlays) foram contempladas em dois contratos. Um de número ME 001/2007, firmado entre a União, por meio do Ministério do Esporte, e a empresa FAST Engenharia e Montagens, no valor de R$ 55,5 milhões. E o outro de número ME 080/2007, celebrado entre a União, também por intermédio da Pasta do Esporte, e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, no montante de R$ 21,5 milhões. Os técnicos apuraram que houve fornecimento de bens e serviços em quantidades diferentes, alteração indevida do contrato, inconsistência nos preços, além de falhas na fiscalização, que dificultaram o controle dos produtos e serviços efetivamente fornecidos.
Por esses motivos o plenário do TCU aceitou a medida emergencial apresentada pelo ministro Vinicios Vilaça, relator do documento, de bloquear os pagamentos que ainda restam nos contratos analisados. Somente na vila pan-americana, por exemplo, a equipe descobriu a inexistência de 244 aparelhos de ar-condicionado, decorrentes dos 1.033 contratados e dos 789 entregues. Desse número, 389 não se encontravam nem instalados, e sim armazenados em subsolos de dois blocos, embalados da forma como deixaram a fábrica. Esta “falha”, caso fosse paga, representaria dano ao erário de R$ 884,7 mil.
Ainda na vila, de acordo com o documento, 60 unidades de painéis em lona reservados para o local, que custaram quase R$ 600 mil, não foram instalados. Outros painéis de programação visual da área do palco coberto da vila, fornecidos e colocados pela empresa contratada à custa dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU), estiveram inteiramente encobertos por painéis da Petrobras durante todo o período de realização dos jogos.
No Complexo Esportivo de Deodoro, onde ocorreram as provas de hipismo, hóquei sobre grama, pentatlo moderno e tiro, também foi constatado problema com o número de ar-condicionados. Segundo os técnicos do TCU, 180 unidades não foram entregues, resultante da diferença entre as 344 compradas e os 164 aparelhos entregues e instalados. Ainda para o complexo e para a arena de vôlei na praia de Copacabana, foram adquiridos quase 20 mil assentos plásticos destinados às arquibancadas. No entanto, mais de sete mil não chegaram nem a ser fornecidos e montados. A conta do prejuízo aos cofres públicos? R$ 4,1 milhões.
A disparidade de preços entre os produtos comprados para os jogos também impressionou os auditores do TCU. Foram descobertos vários casos intrigantes. Painéis com impressão digital, por exemplo, foram adquiridos por dois preços com diferença de mais de 900%. Um custou R$ 2,6 mil o m² e o outro, R$ 264,13. Uma distorção de cerca de R$ 2,2 mil.
Ainda segundo o contrato analisado pelo TCU, firmado entre a União e a empresa Fast por meio de concorrência pública, foram pagos R$ 117,6 mil para uma tenda aberta. Um outro objeto, praticamente idêntico, só que com maior dimensão, custou R$ 24 mil a unidade. A equipe do tribunal tomou um susto, pois o preço do objeto de menor tamanho correspondeu a R$ 156,00 por m², enquanto o do outro item, de maior proporção, custou R$ 15,00 o m². Uma diferença de R$ 141,00.
Outro caso que chamou a atenção do TCU foi a instalação de tablado de madeira. A previsão era de que 12,8 mil m² receberiam o material. Porém, foram instalados apenas 10,6 mil m², conforme a medição feita pela equipe do TCU. Resultado, prejuízo de R$ 647,4 mil. Os técnicos verificaram também todos os gastos referentes a placas de merchandising, que em conjunto custaram R$ 812,3 mil, e constataram que “não se tem notícia da correspondente contraprestação financeira de terceiros em prol do Tesouro Nacional”.
E não acaba por aí. Até britas e asfalto em ruas não foram instalados como previa o contrato. Os serviços não executados ainda estão pendurados na conta. No entanto, caso o pagamento não seja suspenso, os trabalhos irão custar R$ 921,2 mil aos cofres públicos. O relatório critica ainda a forma como o Ministério do Esporte tratou da fiscalização das obras. Segundo o documento, o órgão designou apenas um servidor para o desempenho da missão que, para a equipe do TCU, deveria dispor de mais profissionais, pois o “trabalho foi muito abrangente, envolvendo vários locais no município do Rio de Janeiro, além de centenas de itens de serviços e milhares de quantidades correspondentes para serem vistoriados”.
A assessoria do Ministério do Esporte informou que o órgão adotou o acórdão do TCU assim que foi comunidado do fato. Além disso, afirmou que o próprio ministério havia suspendido o pagamento de parcelas referentes à obras e materiais do Pan a algumas empresas, antes mesmo da decisão do tribunal, pois, segundo a assessoria, percebeu que alguns prazos não haviam sido cumpridos. A decisão do TCU, de acordo com a assessoria, só reforçou a ação anteriormente adotada pelo ministério. No entanto, a assessoria preferiu não revelar de quem foi a responsabilidade pelos problemas apontados no relatório do tribunal.
O TCU convocará os agentes públicos responsáveis para que, no prazo de 15 dias, apresentem informações e esclarecimentos sobre as irregularidades. Vale lembrar ainda que restam muitos itens para serem analisados pelos auditores do tribunal. Somente os objetos já vistoriados que, aparentemente, deixaram de ser fornecidos no âmbito do contrato ME nº 001/2007, equivalem a um total de R$ 7,2 milhões, montante superior ao saldo que falta pagar à empresa contratada, que é de R$ 5,5 milhões. De acordo com o documento do TCU, tal fato justifica a suspensão total dos pagamentos restantes. Já no convênio firmado com o Estado do Rio de Janeiro também foram verificadas várias irregularidades. No entanto, os técnicos ainda não calcularam os valores do prejuízo aos cofres públicos. Só resta aguardar e torcer.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
O Tribunal de Contas da União (TCU) bem que alertou durante três anos sobre os riscos de irregularidades no andamento das obras dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Agora, só resta lamentar. Um relatório elaborado por uma equipe de fiscalização do tribunal averiguou convênios e contratos relativos às instalações temporárias dos jogos, conhecidos por “overlays”. O TCU determinou, por medida cautelar, ao Ministério do Esporte e ao governo do Rio de Janeiro a suspensão imediata de pagamentos a empresas contratadas para obras de infra-estrutura do evento, até que se regularize a situação. A medida decorreu da constatação de graves irregularidades e improbidades na execução dos contratos. O prejuízo calculado inicialmente é de R$ 7,2 milhões.
As instalações temporárias (overlays) foram contempladas em dois contratos. Um de número ME 001/2007, firmado entre a União, por meio do Ministério do Esporte, e a empresa FAST Engenharia e Montagens, no valor de R$ 55,5 milhões. E o outro de número ME 080/2007, celebrado entre a União, também por intermédio da Pasta do Esporte, e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, no montante de R$ 21,5 milhões. Os técnicos apuraram que houve fornecimento de bens e serviços em quantidades diferentes, alteração indevida do contrato, inconsistência nos preços, além de falhas na fiscalização, que dificultaram o controle dos produtos e serviços efetivamente fornecidos.
Por esses motivos o plenário do TCU aceitou a medida emergencial apresentada pelo ministro Vinicios Vilaça, relator do documento, de bloquear os pagamentos que ainda restam nos contratos analisados. Somente na vila pan-americana, por exemplo, a equipe descobriu a inexistência de 244 aparelhos de ar-condicionado, decorrentes dos 1.033 contratados e dos 789 entregues. Desse número, 389 não se encontravam nem instalados, e sim armazenados em subsolos de dois blocos, embalados da forma como deixaram a fábrica. Esta “falha”, caso fosse paga, representaria dano ao erário de R$ 884,7 mil.
Ainda na vila, de acordo com o documento, 60 unidades de painéis em lona reservados para o local, que custaram quase R$ 600 mil, não foram instalados. Outros painéis de programação visual da área do palco coberto da vila, fornecidos e colocados pela empresa contratada à custa dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU), estiveram inteiramente encobertos por painéis da Petrobras durante todo o período de realização dos jogos.
No Complexo Esportivo de Deodoro, onde ocorreram as provas de hipismo, hóquei sobre grama, pentatlo moderno e tiro, também foi constatado problema com o número de ar-condicionados. Segundo os técnicos do TCU, 180 unidades não foram entregues, resultante da diferença entre as 344 compradas e os 164 aparelhos entregues e instalados. Ainda para o complexo e para a arena de vôlei na praia de Copacabana, foram adquiridos quase 20 mil assentos plásticos destinados às arquibancadas. No entanto, mais de sete mil não chegaram nem a ser fornecidos e montados. A conta do prejuízo aos cofres públicos? R$ 4,1 milhões.
A disparidade de preços entre os produtos comprados para os jogos também impressionou os auditores do TCU. Foram descobertos vários casos intrigantes. Painéis com impressão digital, por exemplo, foram adquiridos por dois preços com diferença de mais de 900%. Um custou R$ 2,6 mil o m² e o outro, R$ 264,13. Uma distorção de cerca de R$ 2,2 mil.
Ainda segundo o contrato analisado pelo TCU, firmado entre a União e a empresa Fast por meio de concorrência pública, foram pagos R$ 117,6 mil para uma tenda aberta. Um outro objeto, praticamente idêntico, só que com maior dimensão, custou R$ 24 mil a unidade. A equipe do tribunal tomou um susto, pois o preço do objeto de menor tamanho correspondeu a R$ 156,00 por m², enquanto o do outro item, de maior proporção, custou R$ 15,00 o m². Uma diferença de R$ 141,00.
Outro caso que chamou a atenção do TCU foi a instalação de tablado de madeira. A previsão era de que 12,8 mil m² receberiam o material. Porém, foram instalados apenas 10,6 mil m², conforme a medição feita pela equipe do TCU. Resultado, prejuízo de R$ 647,4 mil. Os técnicos verificaram também todos os gastos referentes a placas de merchandising, que em conjunto custaram R$ 812,3 mil, e constataram que “não se tem notícia da correspondente contraprestação financeira de terceiros em prol do Tesouro Nacional”.
E não acaba por aí. Até britas e asfalto em ruas não foram instalados como previa o contrato. Os serviços não executados ainda estão pendurados na conta. No entanto, caso o pagamento não seja suspenso, os trabalhos irão custar R$ 921,2 mil aos cofres públicos. O relatório critica ainda a forma como o Ministério do Esporte tratou da fiscalização das obras. Segundo o documento, o órgão designou apenas um servidor para o desempenho da missão que, para a equipe do TCU, deveria dispor de mais profissionais, pois o “trabalho foi muito abrangente, envolvendo vários locais no município do Rio de Janeiro, além de centenas de itens de serviços e milhares de quantidades correspondentes para serem vistoriados”.
A assessoria do Ministério do Esporte informou que o órgão adotou o acórdão do TCU assim que foi comunidado do fato. Além disso, afirmou que o próprio ministério havia suspendido o pagamento de parcelas referentes à obras e materiais do Pan a algumas empresas, antes mesmo da decisão do tribunal, pois, segundo a assessoria, percebeu que alguns prazos não haviam sido cumpridos. A decisão do TCU, de acordo com a assessoria, só reforçou a ação anteriormente adotada pelo ministério. No entanto, a assessoria preferiu não revelar de quem foi a responsabilidade pelos problemas apontados no relatório do tribunal.
O TCU convocará os agentes públicos responsáveis para que, no prazo de 15 dias, apresentem informações e esclarecimentos sobre as irregularidades. Vale lembrar ainda que restam muitos itens para serem analisados pelos auditores do tribunal. Somente os objetos já vistoriados que, aparentemente, deixaram de ser fornecidos no âmbito do contrato ME nº 001/2007, equivalem a um total de R$ 7,2 milhões, montante superior ao saldo que falta pagar à empresa contratada, que é de R$ 5,5 milhões. De acordo com o documento do TCU, tal fato justifica a suspensão total dos pagamentos restantes. Já no convênio firmado com o Estado do Rio de Janeiro também foram verificadas várias irregularidades. No entanto, os técnicos ainda não calcularam os valores do prejuízo aos cofres públicos. Só resta aguardar e torcer.
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Panamericano
Até agora tudo está indo bem, ou razoavelmente bem, no panamericano do Rio.
Apesar do superfaturamento, as arenas construídas não deram problemas e tudo ocorre num certo grau de normalidade nas competições.
Fatores externos como mau tempo prejudicaram um pouco as competições, porém sem maiores problemas.
Será que o pan do rio será um sucesso?
Só o tempo irá dizer se isso será um divisor de águas do esporte brasileiro, onde ele será mais valorizado e profissionalizado. Onde os atletas não tenham que treinar em pistas improvisadas, e que não recebam apenas um sãlário mínimo para viver.
Só o tempo irá dizer.
Obs.: O desabafo de Marta, pedindo socorro ao futebol feminino brasileiro, que até hoje não tem uma liga de clubes.
Apesar do superfaturamento, as arenas construídas não deram problemas e tudo ocorre num certo grau de normalidade nas competições.
Fatores externos como mau tempo prejudicaram um pouco as competições, porém sem maiores problemas.
Será que o pan do rio será um sucesso?
Só o tempo irá dizer se isso será um divisor de águas do esporte brasileiro, onde ele será mais valorizado e profissionalizado. Onde os atletas não tenham que treinar em pistas improvisadas, e que não recebam apenas um sãlário mínimo para viver.
Só o tempo irá dizer.
Obs.: O desabafo de Marta, pedindo socorro ao futebol feminino brasileiro, que até hoje não tem uma liga de clubes.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Será o fim do Maracanã?
Esta semana foi inaugurado o estádio mais moderno do Brasil, Estádio João Havelange, ou simplismente Engenhão.
Um teste de fogo para o primeiro evento no estádio. Fluminense e Botafogo disputaram a primeira partida oficial no estádio que abrigará as competições de atletismo e de futebol no Pan do Rio que começa em um pouco mais de 10 dias.
Problemas foram relatados, na entrada do estádio e nas filas para compra de alimentos no intervalo do jogo. Nada que não seja novidade no Brasil.
De resto o estádio impressionou o torcedor acostumado com tão pouco.
Perfeita visão do campo, instalações novas, metrô chegando na porta do estádio, e uma arquitetura muito bonita foram o cartão de visitas de um estádio que será símbolo da cidade do Rio de Janeiro.
Porém uma instalação de primeiro mundo em um país de terceiro sempre tem as suas curiosidades. Por exemplo, o clube que ganhar o direito de explorar o estádio não é obrigado a ceder o estádio para “qualquer” competição de atletismo. Apenas mundiais e olimpiadas. Como o Brasil não se candidatou para os mundiais da categoria e a chance de haver uma Olimpiada no Rio é remota, o estádio que seria o grande centro do atletismo, corre o risco de ser apenas mais um estádio de futebol.
Outra pergunta: e o Maracanã? O outrora maior estádio do mundo terá uma competição voraz pelos grandes jogos da capital fluminense.
Ao contrário do Engenhão, ninguém quer o Maracanã sozinho. É caro, é grande demais. Enquanto Flamengo, Botafogo e Fluminense querem o futuro, todos eles esquecem do passado, da história.
Mas quem irá ficar com o Engenhão? A disputa será difícil. Não pela qualidade dos competidores, claro.
Um teste de fogo para o primeiro evento no estádio. Fluminense e Botafogo disputaram a primeira partida oficial no estádio que abrigará as competições de atletismo e de futebol no Pan do Rio que começa em um pouco mais de 10 dias.
Problemas foram relatados, na entrada do estádio e nas filas para compra de alimentos no intervalo do jogo. Nada que não seja novidade no Brasil.
De resto o estádio impressionou o torcedor acostumado com tão pouco.
Perfeita visão do campo, instalações novas, metrô chegando na porta do estádio, e uma arquitetura muito bonita foram o cartão de visitas de um estádio que será símbolo da cidade do Rio de Janeiro.
Porém uma instalação de primeiro mundo em um país de terceiro sempre tem as suas curiosidades. Por exemplo, o clube que ganhar o direito de explorar o estádio não é obrigado a ceder o estádio para “qualquer” competição de atletismo. Apenas mundiais e olimpiadas. Como o Brasil não se candidatou para os mundiais da categoria e a chance de haver uma Olimpiada no Rio é remota, o estádio que seria o grande centro do atletismo, corre o risco de ser apenas mais um estádio de futebol.
Outra pergunta: e o Maracanã? O outrora maior estádio do mundo terá uma competição voraz pelos grandes jogos da capital fluminense.
Ao contrário do Engenhão, ninguém quer o Maracanã sozinho. É caro, é grande demais. Enquanto Flamengo, Botafogo e Fluminense querem o futuro, todos eles esquecem do passado, da história.
Mas quem irá ficar com o Engenhão? A disputa será difícil. Não pela qualidade dos competidores, claro.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Publicação de balanços
Nessa última semana estão sendo publicados os balanços dos principais clubes brasileiros. No Paraná foram divulgados os balanços dos três principais clubes do estado.
Atlético e Paraná apresentaram lucro no exercício de 2006, enquanto o Coritiba apresentou prejuízo.
A constância da publicação de balanços é um sinal de profissionalismo dos clubes, e atrativo para os patrocinadores e parceiros, pois pode-se medir como o clube anda, e dar uma idéia de rentabilidade em futuras parcerias.
Ainda há muito caminho a se seguir, porém já é um passo a mais. Falta as consultorias mais renomadas começarem a auditar esses balanços, e auditorias nas federações e na confederação brasileira.
O site da torcida do atlético divulgou uma matéria analisando o balanço publicado, isso mostra que a torcida não é somente preocupada com a formação do time, mas sim da situação do clube em geral. O link é: http://www.furacao.com/materia.php?cod=22544
Espero que as outras torcidas façam o mesmo, pois a cobrança popular tem de ser feita baseada em fatos mais concretos que apenas considerações levianas.
Atlético e Paraná apresentaram lucro no exercício de 2006, enquanto o Coritiba apresentou prejuízo.
A constância da publicação de balanços é um sinal de profissionalismo dos clubes, e atrativo para os patrocinadores e parceiros, pois pode-se medir como o clube anda, e dar uma idéia de rentabilidade em futuras parcerias.
Ainda há muito caminho a se seguir, porém já é um passo a mais. Falta as consultorias mais renomadas começarem a auditar esses balanços, e auditorias nas federações e na confederação brasileira.
O site da torcida do atlético divulgou uma matéria analisando o balanço publicado, isso mostra que a torcida não é somente preocupada com a formação do time, mas sim da situação do clube em geral. O link é: http://www.furacao.com/materia.php?cod=22544
Espero que as outras torcidas façam o mesmo, pois a cobrança popular tem de ser feita baseada em fatos mais concretos que apenas considerações levianas.
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